ESTRATÉGIAS DE SAÚDE PÚBLICA E MANEJO FARMACOLÓGICO NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NA INFÂNCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n3-002Palavras-chave:
Tuberculose, Criança, Saúde Pública, Diagnóstico Molecular, Tratamento Farmacológico, AdesãoResumo
A tuberculose (TB) na infância representa um desafio significativo de saúde pública global, caracterizado por alta morbidade e dificuldade de diagnóstico devido à natureza paucibacilar da doença em crianças e aos desafios de coleta de amostras. O presente trabalho consistiu em uma revisão bibliográfica narrativa para sintetizar as evidências científicas contemporâneas acerca das estratégias de saúde pública e do manejo farmacológico no tratamento da TB infantil. Os resultados indicam avanços no diagnóstico com o uso de métodos moleculares, como a detecção de DNA circulante de Mycobacterium tuberculosis (CRISPR-TB), oferecendo alternativas minimamente invasivas para casos paucibacilares. No manejo farmacológico, o ensaio clínico SHINE validou o regime de tratamento encurtado de quatro meses para casos não graves, facilitando a adesão. Contudo, o sucesso terapêutico depende da integração de estratégias de proteção social (transferência de renda e navegação de pacientes), que se mostraram eficazes na redução de custos catastróficos e na melhoria da adesão. Conclui-se que o cuidado deve ser integral e humanizado, combinando intervenções clínicas aprimoradas com o suporte social e multiprofissional às famílias, a fim de mitigar o impacto socioeconômico da doença e garantir a continuidade do tratamento e o desenvolvimento infantil.
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