USO DOS AGONISTAS DUPLOS E TRIPLOS DE INCRETINAS (TIRZEPATIDA E RETATRUTIDA) NO TRATAMENTO DA OBESIDADE E DIABETES TIPO 2

Autores

  • Felipe Veiga Kezam Gabriel
  • Marilda Lopes Cruz
  • Tamires Soster
  • Antonio Matheus Melo Soares
  • Vanessa Neglisoli
  • Otávio de Meireles Delfino
  • Marcella de Fátima Lomeu Marinho
  • Laura Lappe Bombardelli
  • Gabriele Longo Cruz
  • Valéria Goulart Viana
  • Diegomaier Nunes Neri
  • Mateus Souza Dezan
  • Giovanna Yumi Asanome Galli
  • Giovanna Lima Scherolt da Costa
  • Juliana Peterle Barbosa
  • Isabela Braga do Valle Guimarães
  • Carolina Figueiredo Gomes de Rezende
  • Larissa Rodrigues Cardoso Santos
  • Moniki Rocha da Costa
  • Lucas Lopes Barbosa
  • Alyne Santana Rosa
  • Larissa Caixeta Sampaio

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-013

Palavras-chave:

Obesidade, Diabetes Mellitus Tipo 2, Tirzepatida, Retatrutida, Incretinas

Resumo

A obesidade e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) constituem importantes desafios de saúde pública global, demandando abordagens terapêuticas mais eficazes e integradas. Nesse contexto, os agonistas duplos e triplos de incretinas emergem como estratégias inovadoras ao atuarem simultaneamente em múltiplas vias metabólicas. O presente estudo teve como objetivo realizar uma análise crítica e comparativa do uso da tirzepatida e da retatrutida no tratamento da obesidade e do DM2, com base em evidências científicas recentes. Trata-se de uma revisão narrativa de caráter crítico-analítico, conduzida por meio de busca estruturada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, ScienceDirect e Cochrane Library, contemplando estudos publicados entre 2016 e 2025. Foram incluídos 20 estudos, entre ensaios clínicos, revisões sistemáticas, meta-análises e revisões narrativas. Os resultados indicam que a tirzepatida apresenta eficácia consolidada no controle glicêmico e na redução de peso corporal, enquanto a retatrutida demonstra maior potencial para perda ponderal, possivelmente relacionado ao aumento do gasto energético mediado pela ativação do receptor de glucagon. Entretanto, essa aparente superioridade ocorre em paralelo a maior incidência de eventos adversos e à limitada disponibilidade de evidências de longo prazo. A ausência de estudos comparativos diretos e a heterogeneidade metodológica dificultam a definição do posicionamento ideal dessas terapias. Conclui-se que, embora representem um avanço significativo, os agonistas duplos e triplos de incretinas ainda demandam estudos adicionais, especialmente de longo prazo e com comparação direta, para consolidação de seu papel na prática clínica.

Publicado

2026-04-24

Como Citar

Gabriel, F. V. K., Cruz, M. L., Soster, T., Soares, A. M. M., Neglisoli, V., Delfino, O. de M., Marinho, M. de F. L., Bombardelli, L. L., Cruz, G. L., Viana, V. G., Neri, D. N., Dezan, M. S., Galli, G. Y. A., da Costa, G. L. S., Barbosa, J. P., Guimarães, I. B. do V., de Rezende, C. F. G., Santos, L. R. C., da Costa, M. R., … Sampaio, L. C. (2026). USO DOS AGONISTAS DUPLOS E TRIPLOS DE INCRETINAS (TIRZEPATIDA E RETATRUTIDA) NO TRATAMENTO DA OBESIDADE E DIABETES TIPO 2. Seven Editora, 174-183. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-013