SAÚDE, GÊNERO E TRABALHO: UMA ABORDAGEM A PARTIR DAS TRABALHADORAS DA LIMPEZA URBANA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-016Palavras-chave:
Desigualdade em Saúde, Determinante, Saúde do Trabalhador, Epidemiologia SocialResumo
Objetivo: Analisar como o trabalho, em sua multidimensionalidade, afeta a saúde das trabalhadoras da limpeza urbana de Imperatriz - MA. Método: Pesquisa Transversal quantitativa com abordagem de análise materialista histórico-dialética. Coleta de dados realizada através de um questionário socioeconômico e outro sobre o estado de saúde das trabalhadoras. Os dados foram distribuídos em tabelas por frequências e foram associados através de testes estatísticos de Fisher e Qui-Quadrado para analisar possíveis associações entre variáveis. Resultados: Maioria de negras, com baixa escolaridade, renda entre 2 e 3 salários mínimos, com dupla ou tripla jornada de trabalho. Apresentaram alta prevalência de dores osteomusculares relacionadas ao trabalho, cefaléia tensional, fadiga e estresse. O tabagismo também foi referido por muitas delas, sobretudo as que trabalhavam a noite (p<0,011). Conclusão: A terceirização e precarização do trabalho somados a insegurança devido ao alto índice de desemprego prejudicam a qualidade de vida das trabalhadoras da limpeza urbana. Somado a isso, tem-se a dupla, ou até tripla jornada de trabalho, que faz com que essas mulheres aumentem a carga horária semanal, aumentando ainda mais o efeito deletério das condições de trabalho sobre sua saúde.
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