QUANDO O TERRITÓRIO DETERMINA O CUIDADO: A DISTRIBUIÇÃO DESIGUAL DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E SEUS IMPACTOS DIRETOS NA VIDA E NA MORTE EM REGIÕES REMOTAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-016Palavras-chave:
Banalização da Criminalidade, Mídia e Justiça Penal, Percepção Social do Crime, Respostas Penais InstitucionalizadasResumo
Este estudo analisa como a exposição excessiva a notícias de crimes pela mídia impacta a percepção social da gravidade criminal e modula respostas penais institucionalizadas. A pesquisa bibliográfica exploratória examina literatura especializada que aborda relações entre mídia, construção social da realidade criminal e respostas penais. Os achados revelam que banalização da criminalidade pela mídia opera através de mecanismos de seletividade narrativa, sensacionalismo e simplificação de complexidades estruturais que remodulam percepções públicas sobre crime. O estudo identifica paradoxo central: a banalização simultaneamente trivializa e radicaliza percepções sobre crime, gerando dessensibilização que coexiste com demandas intensificadas por respostas penais severas. A análise demonstra que banalização não permanece confinada ao domínio simbólico, mas penetra instituições penais, comprometendo garantias fundamentais de imparcialidade. As implicações para legitimidade de sistemas penais democráticos são profundas, sugerindo necessidade de fundamentar decisões sobre severidade penal em análises racionais sobre efetividade, não em reações a pressões midiáticas que distorcem realidades criminais.
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