ASFIXIA INTRAPARTO E ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA NEONATAL: BASES FISIOPATOLÓGICAS, DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO

Autores

  • Ramón Miguel Vargas-Vera
  • Martha Placencia-Ibadango
  • Jocelyn Maribel Alencastro-Placencia
  • Ana María Flores-Luna
  • César William Luciano Salazar
  • Lito Danny Campos-Carbo
  • Norma Matilde Erazo-Flores
  • Kathiuska Stefany Vargas-Silva
  • Allison Deyalit Mero-Sánchez
  • Paul Vilchez Castro

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-019

Palavras-chave:

Asfixia Perinatal, Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica, Hipotermia Terapêutica, Neuroproteção, Convulsões Neonatais, Biomarcadores

Resumo

A asfixia perinatal e a encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal constituem uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e de incapacidade neurológica a longo prazo em nível mundial. Essa condição resulta de uma alteração das trocas gasosas, levando à hipoxemia, hipercapnia e acidose metabólica, desencadeando uma cascata fisiopatológica caracterizada por falha energética celular, excitotoxicidade, estresse oxidativo, inflamação e apoptose neuronal. A incidência é maior em países de baixa e média renda, e sua etiologia é multifatorial, incluindo eventos hipóxicos intraparto, bem como fatores pré-natais e pós-natais. Clinicamente, manifesta-se por alterações do nível de consciência, hipotonia ou hipertonia, convulsões neonatais e comprometimento multiorgânico. A classificação de Sarnat permite estratificar a gravidade e orientar o prognóstico. O diagnóstico requer uma abordagem multimodal que integra avaliação clínica, gasometria, monitorização eletroencefalográfica e neuroimagem, sendo a ressonância magnética o padrão-ouro para a detecção precoce de lesão cerebral. O tratamento baseia-se em suporte intensivo e estratégias de neuroproteção, destacando-se a hipotermia terapêutica iniciada precocemente como intervenção capaz de reduzir a mortalidade e as sequelas neurológicas em casos moderados e graves. No entanto, persistem limitações terapêuticas, motivo pelo qual novas alternativas, como eritropoetina, melatonina e terapias celulares, estão em investigação. O prognóstico depende da gravidade clínica, dos achados em neuroimagem e da evolução eletroencefalográfica. Em conclusão, a encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal continua sendo um desafio clínico relevante, exigindo prevenção oportuna e manejo multidisciplinar integral. Além disso, o seguimento a longo prazo é fundamental para detectar alterações do neurodesenvolvimento e otimizar intervenções de reabilitação e apoio familiar integral, melhorando os desfechos funcionais na infância.

Publicado

2026-05-04

Como Citar

Vargas-Vera, R. M., Placencia-Ibadango, M., Alencastro-Placencia, J. M., Flores-Luna, A. M., Salazar, C. W. L., Campos-Carbo, L. D., Erazo-Flores, N. M., Vargas-Silva, K. S., Mero-Sánchez, A. D., & Castro, P. V. . (2026). ASFIXIA INTRAPARTO E ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA NEONATAL: BASES FISIOPATOLÓGICAS, DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO. Seven Editora, 280-298. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-019