TERATOGÊNESE HUMANA: INTERAÇÃO GENÉTICO-AMBIENTAL E BASES PARA A PREVENÇÃO

Autores

  • Ramón Miguel Vargas-Vera
  • Martha Placencia-Ibadango
  • Ana María Flores-Luna
  • Saúl Alexander Alencastro-Placencia
  • Jorge Luis Gunsha-Aguilar
  • Lito Danny Campos-Carbo
  • Kalid Stefano Vargas-Silva
  • María del Socorro Palacios-Távara

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-020

Palavras-chave:

Teratogênese, Desenvolvimento Embriofetal, Fatores Ambientais, Fatores Maternos, Infecções Congênitas, Fármacos Teratogênicos

Resumo

A teratogênese humana é um processo complexo que resulta da interação entre fatores ambientais e a suscetibilidade genética materno-fetal, capaz de alterar o desenvolvimento embriofetal e produzir anomalias estruturais, funcionais e do neurodesenvolvimento. A vulnerabilidade do embrião e do feto depende do momento da exposição, sendo a organogênese (semanas 3–8) o período de maior risco para malformações maiores, enquanto nas fases posteriores predominam alterações funcionais e do crescimento. Os princípios da teratologia, descritos por Wilson, estabelecem que o efeito teratogênico é condicionado pela dose, duração da exposição, suscetibilidade genética e pelos mecanismos patogênicos envolvidos, como o estresse oxidativo, o dano ao DNA, a alteração da proliferação celular e a disrupção da angiogênese. Os agentes teratogênicos são classificados em biológicos, físicos, químicos e fatores maternos, todos com mecanismos convergentes que afetam o desenvolvimento fetal. Os teratógenos biológicos incluem infecções congênitas que causam dano por invasão direta e inflamação. Os agentes físicos, como a radiação ionizante e a hipertermia, produzem alterações celulares e estruturais. Os agentes químicos, incluindo fármacos, álcool, tabaco e poluentes ambientais, interferem em processos moleculares-chave e representam uma causa frequente de dano fetal prevenível. Os fatores maternos, como diabetes, fenilcetonúria e deficiências nutricionais, modificam o ambiente intrauterino. O reconhecimento precoce de exposições de risco e a implementação de estratégias preventivas são essenciais para reduzir a incidência de anomalias congênitas e melhorar os desfechos perinatais.

Publicado

2026-05-05

Como Citar

Vargas-Vera, R. M., Placencia-Ibadango, M., Flores-Luna, A. M., Alencastro-Placencia, S. A., Gunsha-Aguilar, J. L., Campos-Carbo, L. D., Vargas-Silva, K. S., & Palacios-Távara, M. del S. (2026). TERATOGÊNESE HUMANA: INTERAÇÃO GENÉTICO-AMBIENTAL E BASES PARA A PREVENÇÃO. Seven Editora, 299-335. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-020