VARIÁVEIS FÍSICAS NA TRANSMISSÃO DA LEISHMANIOSE
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-024Palavras-chave:
Leishmaniose, Epidemiologia, Incidência, Doenças Tropicais Negligenciadas, FlebotomíneosResumo
A leishmaniose é uma doença tropical negligenciada causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos fêmeas infectados. Endêmica em 99 países, a doença acomete mais de 12 milhões de pessoas e representa um dos principais desafios de saúde pública global, com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 30.000 novos casos de leishmaniose visceral (LV) e mais de 1 milhão de casos de leishmaniose cutânea (LC) anualmente. Este estudo trata-se de uma revisão narrativa que objetivou sintetizar a epidemiologia mundial da leishmaniose, com enfoque nos padrões de incidência, prevalência, mortalidade, distribuição geográfica e determinantes socioeconômicos e ambientais da transmissão. As bases de dados consultadas foram PubMed, MedLine, LILACS, CAPES, PLOS e SciELO, além de dados oficiais da OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em 2024, 85% dos casos globais de LV concentraram-se em sete países: Brasil, Etiópia, Índia, Quênia, Somália, Sudão e Sudão do Sul. Para a LC, Afeganistão, Argélia, Brasil, Colômbia, Irã, Peru e Síria responderam por 83% da incidência global. A distribuição geoespacial da doença é determinada por fatores ecológicos, sociodemográficos e geopolíticos, com subnotificação sistemática comprometendo a real dimensão do problema. Iniciativas de eliminação têm obtido avanços expressivos, como a validação do Bangladesh como primeiro país a eliminar a LV como problema de saúde pública em 2023.
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