MANEJO CIRÚRGICO E CONTROLE DE FOCO NO TRATAMENTO DA SEPSE ABDOMINAL

Autores

  • Saul Marca Quito
  • Marcelo Faedo Turra
  • Guilherme Machado Romulo Naliato
  • Matheus Bonafé de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-019

Palavras-chave:

Sepse Abdominal, Controle de Foco, Manejo Cirúrgico, Antibioticoterapia, Procalcitonina

Resumo

A sepse de foco abdominal representa uma resposta inflamatória sistêmica desregulada a um processo infeccioso abdominal, frequentemente associada à disfunção orgânica grave. O objetivo deste estudo é realizar uma revisão narrativa das evidências recentes sobre as abordagens cirúrgicas e o controle do foco infeccioso. A pesquisa foi conduzida na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Sepsis” e “Intra-Abdominal Infections”, com seleção de artigos publicados nos últimos cinco anos, em inglês e em português. Fisiologicamente, a intensidade da resposta inflamatória na sepse abdominal é influenciada pela variação dos microrganismos da flora bacteriana intestinal e pelo tipo de conteúdo coadjuvante na resposta (matéria fecal, bile, suco gástrico). A presença aumentada de enterobactérias intraperitoneais, por exemplo, documenta-se que exacerba as respostas inflamatórias. Nesse contexto, os pilares do tratamento são o início precoce da antibioticoterapia de amplo espectro, a ressuscitação otimizada e o diagnóstico e manejo cirúrgico do foco séptico. O controle do foco infeccioso é um dos principais determinantes do sucesso, e a intervenção deve ser precoce, abrangendo desde técnicas minimamente invasivas até cirurgias de emergência, com o objetivo de interromper a fonte de contaminação e reduzir a carga infecciosa. A antibioticoterapia deve ser iniciada na primeira hora da suspeita clínica, sem atraso por exames laboratoriais, embora a hemocultura deva ser realizada antes da administração dos antibióticos de amplo espectro. Manter um bom volume circulatório efetivo no pré, peri e pós-cirúrgico é essencial para garantir um perfil hemodinâmico adequado e boa perfusão tecidual. Essa perfusão é crucial para a boa distribuição tecidual dos antibióticos, cuja farmacocinética pode ser afetada pela fisiopatologia da sepse. No monitoramento, marcadores como a procalcitonina auxiliam no acompanhamento da resposta terapêutica e no direcionamento da antibioticoterapia, complementando a avaliação clínica. Além disso, o desenvolvimento de modelos organizacionais com equipes multidisciplinares contribui para reduzir o tempo até a intervenção e para melhores desfechos. Em conclusão, o manejo da sepse abdominal exige uma abordagem integrada e precoce — focada no controle da infecção, terapia antimicrobiana racional e suporte multidisciplinar — como estratégia fundamental para obter melhores desfechos.

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Publicado

2026-05-06

Como Citar

Quito, S. M., Turra, M. F., Naliato, G. M. R., & de Oliveira, M. B. (2026). MANEJO CIRÚRGICO E CONTROLE DE FOCO NO TRATAMENTO DA SEPSE ABDOMINAL. Seven Editora, 251-258. https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-019