IDENTIFICAÇÃO DE BIOFILMES INTRARRADICULARES: SINAIS CLÍNICOS E MÉTODOS DIAGNÓSTICOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-021Palavras-chave:
Biofilmes Intrarradiculares, Diagnóstico, Endodontia, Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico, Enterococcus faecalisResumo
O sucesso da terapia endodôntica está intrinsecamente ligado à eliminação eficaz dos biofilmes bacterianos, os principais agentes etiológicos da periodontite apical. Devido à sua matriz extracelular autoproduzida, essas comunidades complexas são altamente resistentes aos mecanismos de defesa do hospedeiro e aos agentes antimicrobianos, persistindo em áreas de difícil acesso anatômico (istmos, ramificações e túbulos dentinários), o que é a causa primária de falhas em tratamentos. A identificação clínica e o diagnóstico preciso desses biofilmes representam um dos maiores desafios da endodontia contemporânea. Esta pesquisa é uma revisão bibliográfica narrativa elaborada para sintetizar as evidências científicas mais recentes acerca da identificação, sinais clínicos e métodos diagnósticos dos biofilmes intrarradiculares. Os resultados indicam a complexidade da dinâmica microbiana, com destaque para o Enterococcus faecalis por sua forte associação com infecções persistentes. Sinais clínicos indiretos, como dor persistente e fístulas, sugerem carga microbiana não resolvida. O diagnóstico avança com a Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) para identificar variações anatômicas e reservatórios bacterianos, e em pesquisa, a Microscopia Confocal de Varredura a Laser (CLSM) é utilizada para visualizar a eficácia da remoção. A discussão reforça a lacuna entre o diagnóstico clínico e a realidade microscópica, indicando que a remoção eficiente de biofilmes em istmos exige técnicas de ativação de irrigantes, como a irrigação ultrassônica passiva ou a ativação sônica (EDDY). Conclui-se que o diagnóstico deve ser aprofundado na compreensão da ocupação bacteriana para otimizar protocolos de desinfecção química e que a incapacidade de erradicar o E. faecalis é o principal impeditivo para a cicatrização periapical.
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