DESAFIOS CLÍNICOS E ABORDAGENS PSICOTERÁPICAS NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE HISTRIÔNICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-022Palavras-chave:
Transtorno de Personalidade Histriônica (TPH), Psicoterapia, Cluster B, Comorbidade Psiquiátrica, MentalizaçãoResumo
O Transtorno de Personalidade Histriônica (TPH), que integra o Cluster B, é caracterizado por um padrão pervasivo de busca excessiva por atenção e emocionalidade exacerbada, o que afeta significativamente as relações interpessoais. Este artigo, que se baseia em uma revisão da literatura científica de 2006 a 2026 nas bases PubMed e StatPearls/NCBI, sintetiza e analisa as evidências sobre os desafios clínicos e as abordagens psicoterapêuticas no tratamento do TPH. O manejo clínico é complexo devido à alta taxa de comorbidades psiquiátricas, incluindo Transtorno Bipolar I e distúrbios da sexualidade, e à propensão do paciente a estados dissociativos, que podem ser intensificados por tratamentos como a escetamina. Estruturalmente, o TPH está ligado a altos níveis de extroversão e baixa consciência (Modelo dos Cinco Grandes Fatores). O principal desafio reside na natureza "camaleônica" do paciente, que tende a transformar a terapia em uma "performance". O tratamento eficaz é multimodal, combinando a farmacoterapia para as comorbidades com psicoterapias estruturadas (como programas de transição para o ambulatório), que demonstram respostas favoráveis. A eficácia terapêutica é mediada pelo desenvolvimento das funções de mentalização e pela redução da impulsividade. O foco da intervenção deve ser o fortalecimento do ego, a manutenção de limites claros pelo clínico, e a tradução de emoções superficiais em sentimentos genuínos, visando a redução da dependência de validação externa.
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