POLÍTICAS DE SAÚDE PÚBLICA E ESTRATÉGIAS NO TRATAMENTO DA OBESIDADE INFANTIL

Autores

  • Fernando Malachias de Andrade Bergamo
  • Maria Luísa Meira Faustino
  • Flavianne Cácia da Silva Sales
  • Daniela Gomes da Cunha Neves
  • Débora Lilianne Azevedo Santos
  • Vanessa Neglisoli
  • Enaê Ferreira de Souza Gonçalves
  • Maria Eduarda Silva Alvarez
  • Teresa Cristina da Cruz Crisanto Leão
  • Julia Silva Lopes
  • Giovanna dos Santos Bruni

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-023

Palavras-chave:

Obesidade Infantil, Políticas de Saúde Pública, Estratégias Terapêuticas, Estilo de Vida, Comorbidades

Resumo

A obesidade infantil consolidou-se como uma crise de saúde pública global do século XXI, caracterizada por uma etiologia multifatorial complexa que engloba fatores genéticos, ambientais obesogênicos e comportamentais, associada a uma alta prevalência de comorbidades cardiovasculares e alterações psicossociais. Este estudo, uma revisão bibliográfica narrativa, sintetizou as evidências científicas mais recentes relacionadas às políticas de saúde pública e às estratégias no tratamento da obesidade pediátrica. Os resultados demonstram que o sucesso do tratamento é primordialmente medido pela redução no escore de desvio padrão do Índice de Massa Corporal (IMC SDS), com intervenções precoces capazes de reduzir o risco de mortalidade prematura. O pilar fundamental do manejo reside na modificação intensiva do estilo de vida — incluindo reeducação nutricional, limitação do tempo de tela e promoção de atividade física — sendo o envolvimento familiar um fator determinante. Políticas públicas, como a Estratégia Nacional PROTEJA no Brasil e as iniciativas no Reino Unido, visam o gerenciamento do problema em esferas intersetoriais, abordando os determinantes sociais. Estratégias terapêuticas multimodais avançadas incluem a farmacoterapia reservada para adolescentes com obesidade grave, o tratamento específico para obesidade de origem genética (mutação na via leptina-melanocortina) e o suporte psicológico para compulsão alimentar e bullying relacionado ao peso. Em suma, o manejo exige uma abordagem crônica e de longo prazo, com a implementação de ações preventivas precoces e um modelo de cuidado integrado, centrado na família e sustentado por políticas públicas eficazes, destacando o aleitamento materno exclusivo e as parcerias entre saúde e educação.

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Publicado

2026-05-06

Como Citar

Bergamo, F. M. de A., Faustino, M. L. M., Sales, F. C. da S., Neves, D. G. da C., Santos, D. L. A., Neglisoli, V., Gonçalves, E. F. de S., Alvarez, M. E. S., Leão, T. C. da C. C., Lopes, J. S., & Bruni, G. dos S. (2026). POLÍTICAS DE SAÚDE PÚBLICA E ESTRATÉGIAS NO TRATAMENTO DA OBESIDADE INFANTIL. Seven Editora, 281-290. https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-023