INSERÇÃO DE DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU) POR MÉDICO DE FAMÍLIA E COMUNIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SANTA MARIA-RS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-030Palavras-chave:
Dispositivo Intrauterino, DIU, LARC, Medicina de Família e Comunidade, Estratégia de Saúde da FamíliaResumo
A gravidez não planejada corresponde a 40% de todas as gestações, sendo uma realidade mundial. No que se refere à saúde física, a falta de planejamento reprodutivo, para evitar a gravidez indesejada, está entre os fatores que agravam a situação da mortalidade materna no Brasil. Desta forma, a orientação e a disponibilização de métodos contraceptivos como o dispositivo intrauterino (DIU) garantem o direito ao atendimento à saúde reprodutiva e sexual das mulheres. O Dispositivo Intrauterino (DIU) é uma das opções de contraceptivos ofertadas no Sistema Único de Saúde (SUS) de alta eficácia e longa duração, embora ainda pouco utilizado. Nesse contexto, o presente estudo objetivou ampliar a inserção de DIU entre usuárias do SUS do munícipio de Santa Maria-RS na rede de atenção primária. Inicialmente, foi realizado uma capacitação teórico-prática em inserção de DIUs de cobre aos médicos residentes de Medicina de Família e Comunidade da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Franciscana (UFN), a fim de ampliar a oferta de DIU na rede básica de saúde do município. Posteriormente, foi ofertado o DIU como método contraceptivo às mulheres durante consultas clínicas de rotina junto às unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Participaram do projeto 45 mulheres de 18 a 45 anos de idade usuárias do SUS da cidade de Santa Maria e quatro médicos de Medicina da Família e Comunidade. A média de idade das participantes foi de 27 anos, sendo 74,5% delas entre 19 e 35 anos; 42% delas completaram o ensino médio e 19,1% o ensino superior; 59,6% possuíam trabalho remunerado; a maioria era casadas e/ou em união estável 61,7% e 72,3% tinham uma ou mais gestações prévias. Os médicos residentes, que receberam treinamento para inserção do DIU de cobre 380A, apontaram os seguintes fatores impeditivos ou prejudiciais pré-capacitação: falta de conhecimento prévio e dificuldade em realizar o procedimento anteriormente. Após o treinamento, 100% dos profissionais sentiram-se dotados de conhecimento e habilidades, referendo a inserção como um procedimento fácil. Das 45 usuárias, nenhuma apresentou complicações após a inserção de DIU. Essa pesquisa forneceu resultados positivos, que podem apoiar e incentivar a inserção de DIU por profissionais de Medicina da Família e Comunidade, ampliando a oferta de contracepção de longa duração para a população.
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