ENTRE MEMÓRIA, ALTERIDADE E FORMA: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE TRADUÇÃO DE SOLO QUEDA SALTAR (2018), DE MARÍA ROSA LOJO, PARA O PORTUGUÊS BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.019-044Palavras-chave:
Tradução Literária, Processo Tradutório, Romance Memorial, Memória, Alteridade, Maria Rosa LojoResumo
Este artigo analisa o processo de tradução para o português do romance Solo queda saltar (2018), de María Rosa Lojo, ainda sem tradução para o português publicada no sistema literário brasileiro, a partir de uma perspectiva que articula ética, forma e mediação cultural. Fundamentado nas contribuições de Berman (2007), Venuti (2008), Toury (1995) e Nida (1964), o estudo discute a construção de um projeto tradutório orientado pela preservação da alteridade, da pluralidade de vozes narrativas e da densidade formal do texto-fonte. A metodologia adotada integra leitura hermenêutica, análise estilística e registro sistemático das decisões tradutórias ao longo do processo, configurando uma abordagem baseada na prática. A partir da análise de escolhas concretas — como a tradução do título, o tratamento dos regimes temporais e o uso de recursos paratextuais —, examinam-se dilemas, perdas e estratégias de mediação envolvidos na transposição do romance para o português. Argumenta-se que a tradução literária, compreendida como prática interpretativa, ética e situada, constitui também uma forma de produção de conhecimento. O estudo contribui, assim, para o debate sobre autoria tradutória, metodologia aplicada e tradução como reescrita para o contexto brasileiro.
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