FARMACOTERAPIA DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE EM ADULTOS: REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE DE ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS (2015-2025)

Autores

  • Bernardo Tolentino Costa
  • Ana Laura Almeida Rodovalho
  • Fabio Kendy Nishino
  • Bruno Santos De Oliveira
  • Rafael da Silva
  • Cauã Cabral Magno da Fonseca
  • Paulo Ricardo Rocha de Araujo
  • Lis Melo de Lima
  • Luiz Gustavo Barbosa Fantin
  • Amanda Souza dos Santos
  • André Mateus Marques
  • Erick Silva Cardoso
  • Giovanna Menezes Lima

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-031

Palavras-chave:

TDAH, Adultos, Metilfenidato, Lisdexanfetamina, Atomoxetina, Guanfacina, Metanálise, Ensaio Clínico Randomizado

Resumo

Introdução: O transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) afeta aproximadamente 2,5% da população adulta globalmente. Múltiplos agentes farmacológicos estão disponíveis, porém dados comparativos de eficácia e segurança permanecem limitados. Objetivo: Revisar sistematicamente e realizar metanálise da eficácia, segurança e tolerabilidade de tratamentos farmacológicos para TDAH em adultos utilizando ensaios clínicos randomizados (ECR) publicados entre 2015 e 2025. Métodos: Buscas sistemáticas foram conduzidas em PubMed/MEDLINE, Embase e Cochrane Library para ECR duplo-cegos, controlados por placebo, em adultos (≥18 anos) com TDAH diagnosticado conforme DSM-IV, DSM-5 ou CID-10/11. Desfecho primário foi redução de sintomas medida por escalas validadas (ADHD-RS, Conners, SNAP-IV). Desfechos secundários incluíram eventos adversos, taxas de descontinuação e melhora funcional. Risco de viés foi avaliado usando Cochrane RoB 2.0. Metanálise utilizou modelos de efeitos aleatórios com diferenças de médias padronizadas (DMP) e intervalos de confiança 95% (IC 95%). Heterogeneidade foi avaliada usando estatística I². Metodologia GRADE foi aplicada para avaliar qualidade de evidência. Resultados: Trinta e sete ECR (n=2.289 adultos) foram incluídos. Metilfenidato de liberação prolongada demonstrou o maior tamanho de efeito (DMP: −0,92; IC 95%: −1,08 a −0,76), seguido por lisdexanfetamina (DMP: −0,96; IC 95%: −1,17 a −0,76), sais de anfetamina mista (DMP: −0,81; IC 95%: −0,95 a −0,67) e atomoxetina (DMP: −0,48; IC 95%: −0,64 a −0,33). Guanfacina mostrou eficácia moderada (DMP: −0,66; IC 95%: −0,94 a −0,38). Estimulantes demonstraram aceitabilidade superior comparado a não-estimulantes. Eventos adversos foram geralmente leves e dose-dependentes. Heterogeneidade foi moderada (I²: 30–50%). Conclusão: Medicações estimulantes, particularmente metilfenidato e lisdexanfetamina, representam tratamentos farmacológicos de primeira linha para TDAH em adultos, com grandes tamanhos de efeito e perfis de tolerabilidade favoráveis. Não-estimulantes oferecem alternativas para pacientes com contraindicações ou comorbidades. Qualidade de evidência varia de moderada a alta para estimulantes e baixa a moderada para não-estimulantes.

Publicado

2026-05-14

Como Citar

Costa, B. T., Rodovalho, A. L. A., Nishino, F. K., De Oliveira, B. S., da Silva, R., da Fonseca, C. C. M., de Araujo, P. R. R., de Lima, L. M., Fantin, L. G. B., dos Santos, A. S., Marques, A. M., Cardoso, E. S., & Lima, G. M. (2026). FARMACOTERAPIA DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE EM ADULTOS: REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE DE ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS (2015-2025). Seven Editora, 511-533. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-031