ANGINA DE LUDWIG: DIAGNÓSTICO PRECOCE E MANEJO DA VIA AÉREA EM INFECÇÕES CERVICAIS PROFUNDAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-038Palavras-chave:
Angina de Ludwig, Infecções Cervicais Profundas, Manejo das Vias Aéreas, Emergência Odontológica, Infecção OdontogênicaResumo
A angina de Ludwig consiste em uma infecção cervical profunda de rápida progressão, caracterizada pelo acometimento bilateral dos espaços submandibulares, sublinguais e submentonianos, frequentemente associada a infecções odontogênicas. Trata-se de uma emergência médica potencialmente fatal devido ao elevado risco de obstrução aguda das vias aéreas, disseminação mediastinal e sepse. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências científicas relacionadas ao diagnóstico precoce e ao manejo da via aérea na angina de Ludwig, enfatizando os principais fatores prognósticos, estratégias terapêuticas e abordagens anestésico-cirúrgicas atualmente empregadas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme os pressupostos metodológicos de Whittemore e Knafl. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, utilizando descritores relacionados à angina de Ludwig, infecções cervicais profundas, manejo das vias aéreas e emergência odontológica. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, disponíveis na íntegra e diretamente relacionados ao tema proposto. Os achados demonstraram que o reconhecimento precoce dos sinais clínicos de comprometimento respiratório, associado à avaliação tomográfica cervical e à instituição imediata de antibioticoterapia de amplo espectro, constitui fator determinante para redução de complicações e mortalidade. Observou-se ainda que o manejo da via aérea representa o principal desafio terapêutico, especialmente diante da distorção anatômica provocada pelo edema cervical difuso, trismo e elevação do assoalho oral. Técnicas como intubação fibroóptica acordada e traqueostomia precoce destacam-se como estratégias mais seguras em casos avançados. Conclui-se que a angina de Ludwig permanece como condição clínica de elevada gravidade, exigindo abordagem multidisciplinar, diagnóstico rápido e intervenção ventilatória precoce para otimização do prognóstico e prevenção de desfechos fatais.
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