ANGINA DE LUDWIG: DIAGNÓSTICO PRECOCE E MANEJO DA VIA AÉREA EM INFECÇÕES CERVICAIS PROFUNDAS

Autores

  • José Laurentino Ferreira Filho
  • Ana Paula Granja Scarabel Nogueira Bella
  • Renata Helena Ferreira Caramez
  • Aline Farias
  • Vivian Rabelo Cunha
  • Carolina Dieguez Rabelo Ferreira
  • Larissa Priscilla dos Santos Nascimento
  • Wilton Costa Neto
  • Claudiony Henrique Dantas de Sousa Azevedo
  • Cristiano Veloso
  • Marcelo Magalhães Dias
  • Gabrielle Oliveira de Sousa
  • Marcelo Ferraro Bezerra
  • Dárcio Rodrigues Freire
  • Reginaldo Conceição Vieira Junior
  • Chrislei Resende Costa
  • Thaís Karoline Moura Dias
  • Julia de Araújo Koplowitz Bento
  • Marcelo Vitale
  • Andressa Alana Locatti Sian
  • Thiago Alves Digues
  • Valeska Camargo Lacerda
  • Gabriell Mafuz Penteado

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-038

Palavras-chave:

Angina de Ludwig, Infecções Cervicais Profundas, Manejo das Vias Aéreas, Emergência Odontológica, Infecção Odontogênica

Resumo

A angina de Ludwig consiste em uma infecção cervical profunda de rápida progressão, caracterizada pelo acometimento bilateral dos espaços submandibulares, sublinguais e submentonianos, frequentemente associada a infecções odontogênicas. Trata-se de uma emergência médica potencialmente fatal devido ao elevado risco de obstrução aguda das vias aéreas, disseminação mediastinal e sepse. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências científicas relacionadas ao diagnóstico precoce e ao manejo da via aérea na angina de Ludwig, enfatizando os principais fatores prognósticos, estratégias terapêuticas e abordagens anestésico-cirúrgicas atualmente empregadas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme os pressupostos metodológicos de Whittemore e Knafl. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, utilizando descritores relacionados à angina de Ludwig, infecções cervicais profundas, manejo das vias aéreas e emergência odontológica. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, disponíveis na íntegra e diretamente relacionados ao tema proposto. Os achados demonstraram que o reconhecimento precoce dos sinais clínicos de comprometimento respiratório, associado à avaliação tomográfica cervical e à instituição imediata de antibioticoterapia de amplo espectro, constitui fator determinante para redução de complicações e mortalidade. Observou-se ainda que o manejo da via aérea representa o principal desafio terapêutico, especialmente diante da distorção anatômica provocada pelo edema cervical difuso, trismo e elevação do assoalho oral. Técnicas como intubação fibroóptica acordada e traqueostomia precoce destacam-se como estratégias mais seguras em casos avançados. Conclui-se que a angina de Ludwig permanece como condição clínica de elevada gravidade, exigindo abordagem multidisciplinar, diagnóstico rápido e intervenção ventilatória precoce para otimização do prognóstico e prevenção de desfechos fatais.

Publicado

2026-05-14

Como Citar

Ferreira Filho, J. L., Bella, A. P. G. S. N., Caramez, R. H. F., Farias, A., Cunha, V. R., Ferreira, C. D. R., Nascimento, L. P. dos S., Costa Neto, W., Azevedo, C. H. D. de S., Veloso, C., Dias, M. M., de Sousa, G. O., Bezerra, M. F., Freire, D. R., Vieira Junior, R. C., Costa, C. R., Dias, T. K. M., Bento, J. de A. K., Vitale, M., … Penteado, G. M. (2026). ANGINA DE LUDWIG: DIAGNÓSTICO PRECOCE E MANEJO DA VIA AÉREA EM INFECÇÕES CERVICAIS PROFUNDAS. Seven Editora, 614-625. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-038