DESAFIOS ÉTICOS E PSICOSSOCIAIS NA PROLONGAÇÃO DA VIDA DE PACIENTES TERMINAIS REFLEXÕES SOBRE CUIDADOS PALIATIVOS PEDIÁTRICOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-024Palavras-chave:
Cuidados Paliativos Pediátricos, Bioética, Subjetividade, Psicologia, TerminalidadeResumo
A prolongação da vida em pacientes terminais pediátricos configura-se como um dos dilemas mais complexos da contemporaneidade no campo da saúde, envolvendo tensões entre avanços biomédicos, princípios éticos e experiências subjetivas. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios éticos e psicossociais associados à manutenção artificial da vida em crianças sem possibilidade terapêutica curativa, à luz dos cuidados paliativos pediátricos. Fundamentado na Epistemologia Qualitativa e na Teoria da Subjetividade de González Rey, o estudo utiliza uma abordagem qualitativa mista baseada em análise documental, revisão teórica e dados oriundos de pesquisa doutoral realizada entre 2021 e 2024, com 186 participantes de diferentes países. Os resultados indicam que a insistência terapêutica frequentemente se ancora em concepções biomédicas reducionistas, desconsiderando os processos subjetivos da criança, da família e da equipe de saúde. Evidencia-se a necessidade de práticas interdisciplinares que integrem escuta qualificada, tomada de decisão compartilhada e políticas públicas alinhadas aos princípios da dignidade humana. Conclui-se que a Psicologia desempenha papel central como mediadora ética, contribuindo para a construção de sentidos e para a humanização do cuidado no contexto da terminalidade infantil.
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