CRISE DE 2015 E NEGOCIAÇÃO COLETIVA NA ARGENTINA: A NEGOCIAÇÃO NEGATIVA COMO ESTRATÉGIA DO GOVERNO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.019-058Palavras-chave:
Negociação Coletiva, Crise Econômica, Sindicalismo, Argentina, Relações de TrabalhoResumo
Este estudo analisa os impactos da crise econômica de 2015 na Argentina sobre a negociação coletiva, com ênfase na estratégia de “negociação coletiva negativa”, definida como a limitação deliberada das demandas salariais e da capacidade de pressão sindical em função de metas macroeconômicas restritivas. Parte-se da hipótese de que, em um contexto de alta inflação e desaceleração econômica, o Estado interveio restritivamente nas negociações, impondo limites aos aumentos, especialmente em setores estratégicos (Actis & Creus, 2015; Etchemendy & Collier, 2007). A pesquisa é qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental, incluindo estudos clássicos e contemporâneos sobre relações laborais e dados sindicais (Gramsci, 1991; Hyman, 1981; Kelly, 1998; Marticorena, 2014). Os resultados indicam que a negociação coletiva não foi eliminada, mas reconfigurada como espaço de disputa, no qual o governo disciplinou a ação sindical e controlou a dinâmica dos conflitos laborais. Apesar das restrições, o sindicalismo manteve protagonismo, especialmente nas bases, mostrando a persistência da mobilização coletiva como mecanismo de resistência.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.