USO DA DAPAGLIFOZINA (FORXIGA) NO TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: EVIDÊNCIAS ATUAIS E EFICÁCIA CLÍNICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-043Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca, Dapagliflozina, Forxiga, Inibidores de SGLT2, Desfechos Cardiovasculares, Proteção CardiorrenalResumo
A insuficiência cardíaca permanece como uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular no mundo, associando-se a elevadas taxas de hospitalização, piora funcional progressiva e importante impacto socioeconômico. Nesse contexto, a dapagliflozina, inibidor do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2), emergiu como estratégia terapêutica relevante no manejo contemporâneo da insuficiência cardíaca, demonstrando benefícios cardiovasculares e cardiorrenais que extrapolam o controle glicêmico. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas atuais acerca da eficácia clínica da dapagliflozina no tratamento da insuficiência cardíaca, enfatizando seus efeitos sobre mortalidade cardiovascular, hospitalizações, qualidade de vida, capacidade funcional e proteção renal. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada por meio de buscas nas bases PubMed, SciELO e ScienceDirect, utilizando descritores relacionados à dapagliflozina, insuficiência cardíaca e desfechos cardiovasculares. Foram incluídos estudos publicados entre 2019 e 2023, incluindo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas, meta-análises e diretrizes internacionais. Os principais achados evidenciaram redução significativa de hospitalizações por insuficiência cardíaca, mortalidade cardiovascular e episódios de descompensação clínica, além de melhora da qualidade de vida e preservação da função renal em diferentes fenótipos da doença. Destacaram-se especialmente os estudos DAPA-HF e DELIVER, considerados marcos na consolidação dos inibidores de SGLT2 como componente terapêutico fundamental na insuficiência cardíaca. Conclui-se que a dapagliflozina representa avanço importante no tratamento da insuficiência cardíaca, promovendo benefícios clínicos consistentes e contribuindo para uma abordagem terapêutica mais integrada, multidimensional e voltada à otimização dos desfechos cardiovasculares e cardiorrenais.
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