TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO CONTEXTO DA ESCOLA PÚBLICA: CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR PARA O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM: MEDIAÇÃO, CORPO E COGNIÇÃO INCORPORADA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-044Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Educação Física Escolar, Cognição Incorporada, Mediação Pedagógica, Comunicação Aumentativa e Alternativa, Educação InclusivaResumo
O presente artigo analisa as contribuições da Educação Física escolar para o desenvolvimento da linguagem em alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no contexto da escola pública. Trata-se de pesquisa qualitativa de abordagem teórico-bibliográfica, ancorada na Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), com corpus constituído por 38 produções científicas selecionadas em bases indexadas SciELO, ERIC, Scopus e Portal de Periódicos da CAPES, publicadas entre 2020 e 2025, seguindo protocolo compatível com as diretrizes do PRISMA. O referencial teórico articula a teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner (1995), reposicionada criticamente à luz de estudos contemporâneos sobre cognição incorporada e linguagem, com a perspectiva vigotskiana de mediação e com a produção recente sobre TEA, desenvolvimento linguístico e inclusão escolar. Os resultados indicam que a Educação Física, quando organizada com intencionalidade pedagógica e fundamentada em princípios inclusivos, constitui espaço relevante de mediação da linguagem, ao possibilitar formas de expressão que transcendem a oralidade incluindo o uso articulado de práticas corporais e recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). A análise evidencia que tal potencial não se efetiva de modo automático, sendo condicionado pela qualidade da mediação docente, pelo planejamento sistemático das práticas corporais e pelas condições estruturais em que o trabalho pedagógico se desenvolve. Identifica-se, ainda, tensão entre abordagens comportamentais estruturadas e perspectivas sociointeracionistas, cuja articulação produz resultados mais consistentes no contexto escolar. Conclui-se que a integração entre corpo, movimento e linguagem configura eixo pedagógico relevante para a ampliação das formas de comunicação de alunos com TEA, com implicações diretas para a formação docente e para as políticas de educação inclusiva.
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