EFEITO ALELOPÁTICO DE EXTRATOS DE PLANTAS DE COBERTURA SOBRE A GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DANINHAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.023-009Palavras-chave:
Alelopatia, Resistencia, Bidens pilosa, Brachiaria ruziziensis, Crotalaria ochroleucaResumo
O uso intensivo de herbicidas tem contribuído para a seleção de populações de plantas daninhas resistentes, evidenciando a necessidade de estratégias alternativas de manejo. Nesse contexto, a alelopatia de plantas de cobertura pode representar uma ferramenta complementar para a supressão de plantas daninhas. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial alelopático de extratos aquosos da biomassa da parte aérea de braquiária (Brachiaria ruziziensis), crotalária (Crotalaria ochroleuca) e milheto (Pennisetum glaucum) sobre a germinação e o desenvolvimento inicial de azevém (Lolium multiflorum), nabo (Raphanus sativus L.) e picão-preto (Bidens pilosa). O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, utilizando extratos aquosos a 10% (m/v). Foram avaliados a porcentagem e a velocidade de germinação, o comprimento da parte aérea e da raiz, e o acúmulo de biomassa fresca e seca. Os extratos de braquiária e crotalária reduziram significativamente todas as variáveis avaliadas para as três espécies de plantas daninhas. O extrato de milheto apresentou efeito alelopático menos pronunciado, sem interferência significativa na germinação e no acúmulo de biomassa seca do nabo. Esses resultados indicam que a braquiária e a crotalária apresentam alto potencial alelopático e podem ser utilizadas como ferramentas complementares no manejo sustentável de plantas daninhas.
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