ASSOCIAÇÃO ENTRE ANÁLOGOS DE GLP-1 E PANCREATITE: REVISÃO INTEGRATIVA DAS EVIDÊNCIAS ATUAIS

Autores

  • Alexandre Alves Neves Pereira
  • Júlia Mateus Soares
  • Rafaela Cristina Bandeira Maia
  • Júlio César Gomes Bezerra
  • Heitor Bernardo Freitas
  • Nathalia Santos Gonçalves
  • Charles Albani Dadam Junior
  • Leonardo dos Santos Döbele
  • Roberto de Moraes Ferreira dos Santos Neto
  • Luiz Henrique Menezes Oliveira
  • Yuri Papacosta Siqueira
  • Marcella de Fátima Lomeu Marinho
  • Giovanna Arjona Lamussi Silva
  • Romário Gomes da Silva
  • Lisandra Díaz Talones Souza
  • Vinicius Silveira Amaral
  • Bárbara Bicalho Dias
  • Valéria Goulart Viana
  • José Eduardo Matias da Silva
  • Felipe Veiga Kezam Gabriel
  • Caio Sussuarana de Castro
  • Vanessa Neglisoli
  • Ester de França Ruby
  • Ana Sombrio Tenfen
  • Carlos Alberto Barbieri

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-002

Palavras-chave:

GLP-1, Pancreatite Aguda, Diabetes Mellitus Tipo 2, Obesidade, Segurança Medicamentosa

Resumo

Os análogos do GLP-1 têm sido amplamente utilizados no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 e da obesidade, em virtude de sua eficácia no controle glicêmico e na redução do peso corporal. Entretanto, questionamentos acerca de sua segurança pancreática, especialmente quanto ao risco de pancreatite aguda, têm sido levantados na literatura científica. O presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre o uso de análogos do GLP-1 e a ocorrência de pancreatite, por meio de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2016 e 2026. Foram incluídos artigos originais, estudos observacionais, revisões sistemáticas, metanálises e diretrizes clínicas disponíveis na íntegra. Os resultados evidenciaram que os análogos do GLP-1 apresentam perfil de eficácia consolidado; contudo, os achados referentes ao risco de pancreatite mostram-se heterogêneos. Estudos observacionais sugerem possível associação, enquanto revisões sistemáticas não demonstram aumento estatisticamente significativo do risco, indicando baixo risco absoluto e ausência de relação causal definida. Conclui-se que, embora não seja possível estabelecer associação causal direta, recomenda-se cautela na prescrição, especialmente em pacientes com fatores de risco, sendo necessários estudos adicionais para melhor elucidação dessa possível relação.

Publicado

2026-04-08

Como Citar

Pereira, A. A. N., Soares, J. M., Maia, R. C. B., Bezerra, J. C. G., Freitas, H. B., Gonçalves, N. S., Dadam Junior, C. A., Döbele, L. dos S., dos Santos Neto, R. de M. F., Oliveira, L. H. M., Siqueira, Y. P., Marinho, M. de F. L., Silva, G. A. L., da Silva, R. G., Souza, L. D. T., Amaral, V. S., Dias, B. B., Viana, V. G., da Silva, J. E. M., … Barbieri, C. A. (2026). ASSOCIAÇÃO ENTRE ANÁLOGOS DE GLP-1 E PANCREATITE: REVISÃO INTEGRATIVA DAS EVIDÊNCIAS ATUAIS. Seven Editora, 10-19. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-002