DIAGNÓSTICO DO TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO (TCE)
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-008Palavras-chave:
Traumatismo Cranioencefálico, Diagnóstico, Tomografia Computadorizada, Biomarcadores, Monitorização Intracraniana, Escala de Coma de GlasgowResumo
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas globais de mortalidade e incapacidade, sendo classificado classicamente pela Escala de Coma de Glasgow (GCS). O diagnóstico preciso e ágil é vital para mitigar danos secundários, como isquemia, edema cerebral e hipertensão intracraniana (HIC). Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, estruturada para sintetizar evidências contemporâneas sobre os protocolos diagnósticos do TCE, com artigos publicados entre 2021 e 2025. Os resultados confirmam a Tomografia Computadorizada (TC) de crânio sem contraste como padrão-ouro inicial para detectar lesões agudas, mas destacam a evolução diagnóstica para uma abordagem multimodal e longitudinal. Avanços notáveis incluem a validação de biomarcadores sanguíneos (GFAP, UCH-L1) para triagem de pacientes com TCE leve e o uso crescente de sequências rápidas de Ressonância Magnética (RM) em pediatria para visualização de Lesão Axonal Difusa (LAD). No âmbito da terapia intensiva, a monitorização invasiva da pressão intracraniana (PIC) e da pressão de oxigênio do tecido cerebral ($PbtO_{2}$) é crucial. Conclui-se que o diagnóstico moderno do TCE deve combinar avaliação clínica (GCS, reatividade pupilar), a rapidez da TC, a sensibilidade dos biomarcadores e a precisão da monitorização intracraniana para garantir a sobrevivência e a qualidade de vida, estendendo-se ao longo prazo para rastrear complicações como o hipopituitarismo e a inflamação sistêmica.
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