CRITÉRIOS CLÍNICOS PARA DIAGNÓSTICO DE MENOPAUSA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-009Palavras-chave:
Menopausa, Diagnóstico, Amenorreia, Hormônio Anti-Mülleriano, Sintomas Vasomotores, STRAW+10Resumo
O diagnóstico da menopausa, um marco biológico natural definido retrospectivamente pela cessação dos ciclos menstruais por 12 meses, permanece predominantemente clínico. No entanto, a identificação é complexa devido à variabilidade sintomática, incluindo Sintomas Vasomotores (VMS) e Síndrome Geniturinária da Menopausa (GSM), e à sobreposição com outras condições de saúde. Este estudo, caracterizado como uma revisão bibliográfica narrativa, buscou sintetizar as evidências científicas contemporâneas sobre os critérios clínicos para o diagnóstico da menopausa. Os resultados reforçam que o pilar diagnóstico é a amenorreia prolongada, mas destacam o Hormônio Anti-Mülleriano (AMH) como o biomarcador mais sensível para predição e identificação de estágios iniciais da transição, sendo um recurso complementar, e não um critério isolado. Manifestações clínicas frequentes, como os VMS, contribuem para a caracterização, auxiliadas pelo sistema de classificação STRAW+10. O estudo ressalta a complexidade diagnóstica em populações específicas (como sobreviventes de câncer) ou na presença de complicações atípicas (como endometriose pós-menopausa), exigindo uma abordagem clínica criteriosa e integrada. Conclui-se que o diagnóstico acurado da menopausa exige a integração do padrão menstrual e a avaliação rigorosa dos sintomas sistêmicos, visando um cuidado integral e individualizado da saúde da mulher.
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