DIAGNÓSTICO DO MELANOMA CANINO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-003Palavras-chave:
Biomarcadores, Estadiamento, Histopatologia, Metástase, PrognósticoResumo
O presente trabalho teve como objetivo sintetizar as principais evidências sobre o diagnóstico e o estadiamento do melanoma canino, com ênfase nos avanços histopatológicos, moleculares e prognósticos. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, elaborada a partir de estudos publicados entre 2021 e 2025, selecionados nas bases PubMed e Google Scholar. Os resultados demonstraram que o diagnóstico do melanoma canino deixou de se restringir à avaliação morfológica, passando a envolver abordagem multimodal baseada em citologia, histopatologia, estadiamento clínico e biomarcadores. Verificou-se que a confirmação diagnóstica depende, principalmente, da biópsia e da avaliação histopatológica, sobretudo nos casos pouco pigmentados ou amelanóticos, que dificultam o reconhecimento inicial da neoplasia. Além disso, o estadiamento TNM, associado à avaliação linfonodal e aos exames de imagem torácica, mostrou-se essencial para a detecção de metástases e definição prognóstica. Também foram identificados avanços no uso de biomarcadores séricos, genéticos e relacionados à hipóxia, com potencial para auxiliar na predição do comportamento metastático e da resposta terapêutica. Conclui-se, portanto, que a identificação da célula neoplásica, isoladamente, não é suficiente no diagnóstico do melanoma canino, sendo necessária a avaliação do comportamento biológico tumoral para melhor direcionamento prognóstico e terapêutico.
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