ENTRE OPRESSÕES, PRÁXIS E RESISTÊNCIAS: INTERSECCIONALIDADE E A CENTRALIDADE DAS MULHERES NEGRAS NA ESTRUTURA SOCIAL BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-012Palavras-chave:
Filosofia da Práxis, Feminismo Negro, Interseccionalidade, Educação Crítica, Mulheres NegrasResumo
O presente capítulo apresenta uma versão ampliada e aprofundada do artigo intitulado “Filosofia da práxis, gênero e raça: conexões críticas na luta das mulheres negras”, publicado na revista Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 19, n. 2, 2026. O objetivo do texto é discutir como a filosofia da práxis, articulada às contribuições do feminismo negro e da teoria da interseccionalidade, possibilita compreender as múltiplas formas de opressão que atravessam a experiência histórica das mulheres negras. A abordagem teórico-metodológica fundamenta-se na revisão bibliográfica e na análise teórica de autores da tradição marxista e do pensamento crítico contemporâneo, como Karl Marx, Georg Lukács, Antonio Gramsci e Paulo Freire, em diálogo com pensadoras negras como Angela Davis, bell hooks, Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro. A análise evidencia que as práticas pedagógicas e políticas desenvolvidas por mulheres negras constituem formas concretas de práxis transformadora, articulando ação, reflexão crítica e resistência cotidiana frente às estruturas de dominação. Conclui-se que a articulação entre filosofia da práxis e feminismo negro contribui para a construção de uma perspectiva crítica e emancipatória no campo da educação e das ciências sociais, reforçando a necessidade de reconhecer as mulheres negras como produtoras de conhecimento e agentes centrais na luta por justiça social.
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