ENTRE OPRESSÕES, PRÁXIS E RESISTÊNCIAS: INTERSECCIONALIDADE E A CENTRALIDADE DAS MULHERES NEGRAS NA ESTRUTURA SOCIAL BRASILEIRA

Autores

  • Ávila Smitiely de Abreu Lima Ikuta
  • Juliana da Luz Lima de Arruda Pinheiro
  • Suellen Aparecida Viana Ribeiro
  • Rosane Penha Mendes da Silva
  • Carolina Martins Carreiro
  • Rosilene Mirian Costa Leonel
  • Eva da Silva Cebalho
  • Ana Carolina Catelan
  • Eletilzia Severino Machado
  • Michele do Rosário Borges
  • Célia Ribeiro Fancio
  • Geni Aparecida de Oliveira Lemes

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-012

Palavras-chave:

Filosofia da Práxis, Feminismo Negro, Interseccionalidade, Educação Crítica, Mulheres Negras

Resumo

O presente capítulo apresenta uma versão ampliada e aprofundada do artigo intitulado “Filosofia da práxis, gênero e raça: conexões críticas na luta das mulheres negras”, publicado na revista Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 19, n. 2, 2026. O objetivo do texto é discutir como a filosofia da práxis, articulada às contribuições do feminismo negro e da teoria da interseccionalidade, possibilita compreender as múltiplas formas de opressão que atravessam a experiência histórica das mulheres negras. A abordagem teórico-metodológica fundamenta-se na revisão bibliográfica e na análise teórica de autores da tradição marxista e do pensamento crítico contemporâneo, como Karl Marx, Georg Lukács, Antonio Gramsci e Paulo Freire, em diálogo com pensadoras negras como Angela Davis, bell hooks, Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro. A análise evidencia que as práticas pedagógicas e políticas desenvolvidas por mulheres negras constituem formas concretas de práxis transformadora, articulando ação, reflexão crítica e resistência cotidiana frente às estruturas de dominação. Conclui-se que a articulação entre filosofia da práxis e feminismo negro contribui para a construção de uma perspectiva crítica e emancipatória no campo da educação e das ciências sociais, reforçando a necessidade de reconhecer as mulheres negras como produtoras de conhecimento e agentes centrais na luta por justiça social.

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Publicado

2026-04-17

Como Citar

Ikuta, Ávila S. de A. L., Pinheiro, J. da L. L. de A., Ribeiro, S. A. V., da Silva, R. P. M., Carreiro, C. M., Leonel, R. M. C., Cebalho, E. da S., Catelan, A. C., Machado, E. S., Borges, M. do R., Fancio, C. R., & Lemes, G. A. de O. (2026). ENTRE OPRESSÕES, PRÁXIS E RESISTÊNCIAS: INTERSECCIONALIDADE E A CENTRALIDADE DAS MULHERES NEGRAS NA ESTRUTURA SOCIAL BRASILEIRA. Seven Editora, 165-184. https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-012