FOTOTERAPIA DA ICTERÍCIA

Autores

  • Yasmin Pires dos Santos Mesquita
  • Thayssa Gomes Farias
  • Flávio José da Silva Dantas
  • Adenilson de Souza da Fonseca

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-012

Palavras-chave:

Bilirrubina, Fototerapia, Icterícia, Luz Azul

Resumo

A icterícia neonatal, decorrente da hiperbilirrubinemia, é uma das condições clínicas mais frequentes no período pós-natal, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. Este texto aborda a fisiopatologia e o tratamento da icterícia por meio da fototerapia com luz azul, padrão-ouro para prevenir a neurotoxicidade induzida pelo acúmulo de bilirrubina indireta. A patologia está fundamentada no desequilíbrio entre a produção exacerbada de bilirrubina (devido à maior massa eritrocitária neonatal) e a capacidade limitada de conjugação hepática pela enzima UGT1A1, que apresenta apenas 1% da atividade adulta nos primeiros dias de vida. O mecanismo terapêutico da luz azul (com máximo de eficácia entre 460 e 490 nm) está baseada em processos fotoquímicos que ocorrem na epiderme, transformando a bilirrubina lipossolúvel em isômeros hidrossolúveis. Dentre as reações, a isomerização estrutural é a mais relevante, resultando na formação de lumirrubina, uma molécula estável que permite a excreção urinária e biliar sem necessidade de conjugação hepática. A fototerapia com luz azul é crucial para evitar a evolução da encefalopatia bilirrubínica aguda para o kernicterus, condição caracterizada por lesões neurológicas permanentes. Conclui-se que a compreensão dos mecanismos biofísicos da fototerapia e o monitoramento epidemiológico rigoroso são fundamentais para a segurança neurológica neonatal e a redução da morbimortalidade associada à hiperbilirrubinemia.

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Publicado

2026-04-17

Como Citar

Mesquita, Y. P. dos S., Farias, T. G., Dantas, F. J. da S., & da Fonseca, A. de S. (2026). FOTOTERAPIA DA ICTERÍCIA. Seven Editora, 97-120. https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-012