CARACTERIZAÇÃO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA, ATO ANESTÉSICO-CIRÚRGICO E ABORDAGEM FARMACOLÓGICA INTRAOPERATÓRIA: CRANIOPLASTIA ELETIVA

Autores

  • Lucas Dalla Maria
  • Jamerson Fiorentin
  • Victor Luiz Ferreira Kauer
  • Marcelo Augusto Landim Arteiro de Oliveira
  • Eugenio Pagnussatt Neto
  • Shana Ginar da Silva
  • Ivana Loraine Lindemann

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-006

Palavras-chave:

Neuroanestesia, Neurocirurgia, Assistência Hospitalar, Período Perioperatório, Perfil de Saúde

Resumo

A cranioplastia eletiva é um procedimento neurocirúrgico complexo destinado à reconstrução de defeitos cranianos decorrentes de traumatismos, ressecções tumorais, síndromes pós-craniectomia e outras condições neurológicas. Embora planejada, essa intervenção envolve desafios fisiológicos relevantes, sobretudo no que se refere ao manejo anestésico e à manutenção da estabilidade hemodinâmica, fatores essenciais para garantir perfusão cerebral adequada e prevenir complicações perioperatórias. Diante do exposto, este estudo tem como objetivo descrever perfil clínico-epidemiológico, ato anestésico-cirúrgico e abordagem farmacológica intraoperatória. Trata-se de um estudo transversal, desenvolvido em um hospital terciário, com pacientes submetidos à cranioplastia eletiva entre janeiro de 2020 e dezembro de 2022, cujos dados foram coletados de prontuários eletrônicos. Na amostra (n = 53), destacaram-se sexo feminino (58,5%), idade igual ou superior a 60 anos (34,0%), cor de pele branca (100,0%), tabagismo atual ou prévio (22,6%), consumo de bebida alcoólica atual ou anterior (54,7%), pacientes não-eutróficos (62,5%), com comorbidades (98,1%) e cirurgias prévias (84,9%). No ato anestésico-cirúrgico, evidenciaram-se tempo cirúrgico entre 241 e 320 minutos (37,7%), com anestesia geral (100,0%), intubação orotraqueal (100,0%) e decúbito dorsal (92,5%). Os medicamentos intraoperatórios mais administrados foram propofol, remifentanil, sevoflurano, lidocaína endovenosa, cisatracúrio, neostigmina e levobupivacaína e, foi observado uso elevado de ondansetrona, cefazolina, efedrina, dexametasona, manitol e metaraminol. Os pacientes submetidos à cranioplastia eletiva no serviço de neurocirurgia em questão são, predominantemente, mulheres, com idade avançada, não-eutróficos, com comorbidades e cirurgias prévias, submetidos a procedimentos em decúbito dorsal, com tempo cirúrgico elevado, anestesia geral e intubação orotraqueal. A integração adequada entre características clínicas do paciente, técnica cirúrgica, ato anestésico e abordagem farmacológica em cranioplastias eletivas é essencial para otimizar o cuidado perioperatório, a segurança intra-hospitalar e o prognóstico clínico.

Publicado

2026-04-19

Como Citar

Dalla Maria, L. ., Fiorentin, J., Kauer, V. L. F., de Oliveira, M. A. L. A., Pagnussatt Neto, E., da Silva, S. G., & Lindemann, I. L. (2026). CARACTERIZAÇÃO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA, ATO ANESTÉSICO-CIRÚRGICO E ABORDAGEM FARMACOLÓGICA INTRAOPERATÓRIA: CRANIOPLASTIA ELETIVA . Seven Editora, 63-82. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-006