USO DO ULTRASSOM POINT-OF-CARE (POCUS) NA AVALIAÇÃO DA RESPONSIVIDADE VOLÊMICA: APLICAÇÃO PRÁTICA E MÉTODOS

Autores

  • Luan Caimar Fuchs
  • Bruna Turra Aimi
  • Felipe Romão Hatisuka
  • José Henrique Gorgone Zampieri
  • Jaime Javier Garcia Caro
  • Kelen Marques de Souza
  • Lucas Braun Gonçalves
  • João Marcello Fernandes Zanata
  • Júnior Girardi
  • Maria Eduarda Faraldo Calore
  • Filippo Fabi Bez
  • Adriano Pereira Rocha
  • Bráulio Queiros de Andrade
  • Luís Otávio Garcia de Oliveira
  • Lucas Marcos Balduino
  • Débora Vieira de Melo Agra Duarte Nunes
  • Lara Cristine Quaresma Oliveira
  • João Vicente Soares Martins
  • Emily Carboni Silveira Neto
  • Rafael de Cristo
  • Giulia Regina Frangiotti
  • Gabriela Zanardo Sousa

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-011

Palavras-chave:

Ultrassom Point-Of-Care, Responsividade Volêmica, Monitorização Hemodinâmica, Terapia Intensiva, Ecocardiografia

Resumo

A avaliação da responsividade volêmica é fundamental no manejo de pacientes críticos, uma vez que a administração inadequada de fluidos está associada a desfechos adversos. Nesse contexto, o ultrassom point-of-care (POCUS) tem se consolidado como ferramenta central na monitorização hemodinâmica, permitindo avaliação dinâmica à beira-leito. Este estudo consiste em uma revisão narrativa crítica com abordagem estruturada, que analisou 18 estudos publicados entre 2015 e 2025, selecionados a partir das bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science. Foram avaliados métodos ultrassonográficos como a variação do integral velocidade-tempo do trato de saída do ventrículo esquerdo (VTI do LVOT), o teste de elevação passiva dos membros inferiores (passive leg raising – PLR) e os índices derivados das veias cava inferior e superior. Os achados demonstram superioridade dos métodos dinâmicos em relação aos parâmetros estáticos, com destaque para a combinação entre VTI e PLR como abordagem mais consistente. Em contraste, índices baseados na veia cava apresentam maior variabilidade e limitações contextuais, enquanto métodos emergentes, como o fluxo carotídeo, ainda carecem de validação robusta. Conclui-se que não há método universalmente aplicável, sendo essencial uma abordagem integrada e contextualizada, com o POCUS desempenhando papel central na tomada de decisão clínica.

Publicado

2026-04-20

Como Citar

Fuchs, L. C., Aimi, B. T., Hatisuka, F. R., Zampieri, J. H. G., Caro, J. J. G., de Souza, K. M., Gonçalves, L. B., Zanata, J. M. F., Girardi, J., Calore, M. E. F., Bez, F. F., Rocha, A. P., de Andrade, B. Q., de Oliveira, L. O. G., Balduino, L. M., Nunes, D. V. de M. A. D., Oliveira, L. C. Q., Martins, J. V. S., Silveira Neto, E. C., … Sousa, G. Z. (2026). USO DO ULTRASSOM POINT-OF-CARE (POCUS) NA AVALIAÇÃO DA RESPONSIVIDADE VOLÊMICA: APLICAÇÃO PRÁTICA E MÉTODOS. Seven Editora, 143-153. https://doi.org/10.56238/sevened2026.020-011