EXERCÍCIO FÍSICO E FIBROMIALGIA: FATORES RELACIONADOS À NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.56238/rcsv16n3-004Palavras-chave:
Fibromialgia, Medicamento, Exercício Físico, Psicoterapia, TratamentoResumo
Objetivos: Analisar os motivos que levam os pacientes com fibromialgia (FM) a não aderirem o tratamento medicamentoso, com exercício e/ou psicológico. Métodos: Estudo transversal, prospectivo, qualitativo e descritivo, com 88 pacientes, portadores de FM, atendidos no ambulatório de Reumatologia do IMEPAC, em Araguari, em 2024. Para coleta de dados foi utilizado um questionário elaborado exclusivamente para este estudo. Após a coleta e tabulação, os resultados foram submetidos a estatísticas descritiva. Resultados: Observou-se equilíbrio na classificação da vida familiar entre boa (35,2% n= 31) e ruim somada a complicada (45,5% n= 40). Cerca de 51,1% (n=45) classifica a vida social como complicada. O uso de medicamentos foi o mais prevalente (45,5% n=40) , enquanto atividade física (1,1% n=1) e a psicoterapia (1,1% n=1) são os menos utilizados. Os motivos mais prevalentes de não adesão ao tratamento medicamentoso (20,5% n=18) foi o custo elevado (38,9% n=7) e a não percepção de melhora (33,3% n=6). A não adesão ao tratamento com exercício físico decorreu da falta de tempo (26,1% n=12), lesões ortopédicas (23,9% n=11) e alto custo (19,6% n=9). Sobre a psicoterapia, a maioria dos voluntários (51,4% n= 36) relataram não acreditar na sua efetividade. Houve uma correlação positiva entre a quantidade de sintomas e vida familiar (r= ,467;p<0,01) e entre a vida familiar e vida social (r= ,451; p<0,01). Conclusão: Concluiu-se que a baixa adesão aos diferentes tratamentos estão relacionados, principalmente ao custo elevado, falta de tempo e a percepção de não efetividade do tratamento.
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