GALACTIA GLAUCESCENS (KUNTH)): ESTADO-DA-ARTE

Autores

  • Rosimere Farias de Mendonça Florenziano
  • Marcio Galdino dos Santos
  • Letícia Cristina Gonçalves
  • Yoko Oshima-Franco

Palavras-chave:

Biotecnologia, Fitoterapia, Galactia glaucescens, Toxicidade

Resumo

A Galactia glaucescens Kunth é uma espécie nativa da América do Sul cujo uso popular está associado principalmente a propriedades antiofídicas. Estudos recentes têm demonstrado a capacidade de seus extratos em neutralizar atividades neurotóxica e miotóxica de venenos ofídicos, reforçando seu potencial farmacológico. Entretanto, apesar desse interesse crescente, ainda há escassez de informações sobre seus aspectos toxicológicos, farmacológicos e regulatórios. Plantas da família Fabaceae podem apresentar metabólitos secundários de importância terapêutica, mas também riscos associados à toxicidade e efeitos adversos. Essa dualidade entre benefícios e riscos impõe a necessidade de abordagens científicas mais robustas, especialmente por meio de ensaios n vitro e in vivo que avaliem genotoxicidade, mutagenicidade e segurança em diferentes doses e condições de exposição. No campo biotecnológico, técnicas de cultivo in vitro, micropropagação e metabolômica representam alternativas promissoras para padronizar o material vegetal e identificar compostos bioativos de forma segura. Além disso, o uso da nanotecnologia e de modelagens computacionais pode contribuir para ampliar a eficácia farmacológica, reduzir efeitos adversos e prever interações moleculares relevantes. Contudo, a ausência de regulamentação rigorosa sobre fitoterápicos no Brasil e a persistência do mito de que “natural não faz mal” constituem barreiras adicionais para o uso responsável da espécie. Conclui-se que G. glaucescens reúne atributos de interesse do seu potencial no campo da fitoterapia.

DOI: 10.56238/IXSevenInternationalMultidisciplinaryCongress-005

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Publicado

2026-05-05