O PODER INSTITUCIONAL E AS SEQUELAS SILENCIOSAS DO CÁRCERE: UMA REFLEXÃO HUMANISTA SOBRE OS IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DE LÁ E DE CÁ DAS GRADES

Autores

  • Diva Rosa Carlos

Palavras-chave:

Sistema Prisional, Impactos Psicossociais, Subjetividade, Relações de Poder, Psicologia Humanista

Resumo

O presente artigo propõe uma reflexão sobre o poder institucional e as sequelas silenciosas produzidas dentro do sistema prisional, tanto sobre os Indivíduos privados de liberdade (IPL) quanto sobre os agentes públicos que atuam em seu interior (policiais penais etc.). Fundamenta-se na premissa de que a privação de liberdade ultrapassa o confinamento físico, alcançando também a dimensão subjetiva de todos os envolvidos, com impactos psicológicos, relacionais e existenciais frequentemente negligenciados pelo olhar social. O embasamento teórico articulado com as contribuições de Tzvetan Todorov (2017), no que tange, o " gozo do poder " nas situações-limites; Michel Foucault (1987), na análise das dinâmicas institucionais; Viktor Frankl (2021), sobre a construção de sentido diante da adversidade; e Carl Rogers (1951), cuja abordagem humanista valoriza a experiência subjetiva e o potencial de transformação nas relações interpessoais. O estudo também integra artigos científicos indexados em bases como SciELO, PePSIC e outras plataformas. A metodologia adotada compreendeu uma revisão teórica associada ao relato da experiência profissional da autora, construída ao longo de mais de vinte anos de atuação no sistema prisional. Os resultados evidenciam que as estruturas de poder presentes dentro das prisões resultam em processos de adoecimento físico, emocional e relacional, que afeta os diferentes sujeitos inseridos nesse contexto. Ressalta-se, por fim, a urgência de um debate ético orientado pela promoção da dignidade humana nas práticas institucionais do ambiente carcerário.

DOI: 10.56238/IXSevenInternationalMultidisciplinaryCongress-026

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Publicado

2026-05-24