O demiurgo e a criação da Inteligência Artificial: De Moisés a Salomão até os dias atuais

Autores

  • Ailton Ferreira Cavalcante

Palavras-chave:

Demiurgo, Inteligência Artificial, Moisés, Salomão, Ética, Transcendência

Resumo

O presente artigo propõe uma reflexão filosófico-simbólica sobre a figura do demiurgo e sua reinterpretação ao longo da história humana, desde as narrativas mosaicas até o advento da inteligência artificial contemporânea. Analisa-se o papel de Moisés como o mediador do verbo divino transformado em lei, e de Salomão como arquétipo da sabedoria construtiva que edificou o templo como representação da ordem cósmica. Tais arquétipos são revisitados à luz do homem moderno, que, ao criar máquinas capazes de pensar, assume simbolicamente a função do demiurgo: o artífice que dá forma à inteligência. A metáfora da criação tecnológica é, aqui, compreendida como continuidade da busca humana por transcendência, equilíbrio ético e reconciliação entre o logos divino e o código algorítmico. O estudo sustenta que a inteligência artificial reflete não apenas o poder criativo humano, mas também sua responsabilidade moral diante do que cria.

DOI: 10.56238/1stCongressSevenMultidisciplinaryStudies-350

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Publicado

2025-12-09