Fotobiomodulação no tratamento de parestesia pós-cirurgia ortognática: Relato de caso
Palavras-chave:
Cirurgia Ortognática, Nervo Mandibular, Parestesia, Terapia de Luz de Baixa Intensidade, Relato de CasoResumo
A parestesia do nervo alveolar inferior (NAI) é uma complicação neurossensorial frequente em procedimentos cirúrgicos ortognáticos. Essa condição impacta de forma significativa a qualidade de vida, o que demanda abordagens terapêuticas efetivas. A Terapia de Fotobiomodulação (TFBM) emerge como modalidade promissora pela capacidade de modular processos inflamatórios e estimular a regeneração nervosa periférica. Este relato de caso descreve a aplicação clínica de protocolo de TFBM com dosimetria progressiva no manejo de parestesia persistente do NAI após cirurgia ortognática. Paciente do sexo feminino, 26 anos, apresentou distúrbio neurossensorial persistente há vinte e quatro meses após cirurgia ortognática. Implementou-se protocolo de TFBM com laser de diodo infravermelho de baixa potência (Therapy XT, DMC®, 808 nm, modo contínuo, em contato), área de spot de 0,098 cm², potência de 100 mW e irradiância de 1,02 W/cm². O protocolo consistiu em dez sessões consecutivas, realizadas com intervalo de sete dias entre cada aplicação. A irradiação contemplou 34 pontos extraorais e 10 intraorais, espaçados em 1 cm. Utilizou-se o protocolo de dosimetria progressiva: 2 J /ponto (4 sessões iniciais) e 4 J /ponto (sessões subsequentes), totalizando 10 sessões. A avaliação pela Escala Visual Analógica (VAS) adaptada demonstrou evolução significativa: valores iniciais reduzidos de 30 - 60 (mento) e 10 (lábio inferior) evoluíram para 80 - 90 na escala progressiva de sensibilidade nas áreas previamente comprometidas. Não foram observados eventos adversos, e a paciente relatou melhora funcional. Conclui-se que a TFBM com dosimetria progressiva mostrou-se efetiva na reabilitação neurossensorial em caso crônico de parestesia pós-cirurgia ortognática, representando alternativa terapêutica segura e viável. Estudos controlados são necessários para padronização dos parâmetros clínicos e dosimétricos.