IMPLANTES PTERIGOIDEOS E ZIGOMÁTICOS COMBINADOS: ANÁLISE DE ANCORAGEM E COMPLICAÇÕES SINUSAIS

Autores

  • Diego César Marques
  • Alício Macedo Faria
  • Patrícia de Hollanda Cavalcanti Aragão Costa
  • Bianca de Cássia Almeida da Rocha Ferreira
  • Eduardo Luna Soliz Filho
  • Thaís Rime Romagna Ventre
  • Leonara de Oliveira Moura
  • Julianne de Oliveira Forti
  • Gabriel Marchiori Galani
  • Waliston Moreira dos Santos
  • Cecilia de Oliveira Costa Amorim
  • Ivalter José Furbino Ferreira
  • Alex Sandro de Oliveira Martins
  • Flávio Eduardo Brandão
  • Giordanna Bomfim Vitorino
  • Lucas Giovanne Carlos Pinheiro Fernandes
  • Lilian Figueiredo Martins
  • Graziele Rodrigues
  • Luiz Felipe Silva Novy
  • Rafael Muglia Moscatiello
  • Marcelo Vitale
  • Thayná Roberta Dias Santos
  • José da Silva Júnior
  • Itamar Júnio Vilhena Storck
  • Fabyana Vasconcelos de Souza Arruda

Palavras-chave:

Implantes Zigomáticos, Implantes Pterigoideos, Maxila Atrófica, Reabilitação Oral, Complicações Sinusais

Resumo

A reabilitação da maxila severamente atrófica permanece um desafio clínico relevante na implantodontia, especialmente em situações nas quais a densidade e o volume ósseo são insuficientes para a instalação de implantes convencionais. Nesse cenário, os implantes zigomáticos e pterigoideos surgem como alternativas biomecanicamente estáveis e com potencial de carga imediata, reduzindo a necessidade de enxertos ósseos extensos. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura publicada entre 2015 e 2025, com o objetivo de reunir e analisar criticamente as evidências clínicas, biomecânicas e sinusais associadas ao uso isolado ou combinado desses implantes na reabilitação de maxilas atróficas. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science, por meio de descritores controlados MeSH/DeCS e operadores booleanos. Após triagem segundo critérios de elegibilidade, vinte estudos foram incluídos. As evidências demonstraram taxas de sucesso entre 93% e 98%, estabilidade primária elevada e viabilidade da carga imediata, especialmente quando as ancoragens zigomática e pterigoidea foram utilizadas em conjunto. As complicações sinusais apresentaram ocorrência baixa (3–6%) e, na maioria dos casos, resolução conservadora. Limitações metodológicas foram observadas, incluindo variabilidade nos desenhos dos estudos, ausência de padronização de critérios e seguimentos reduzidos. Conclui-se que a técnica apresenta elevada previsibilidade clínica, embora sejam necessários ensaios clínicos prospectivos e estudos multicêntricos para padronização definitiva de condutas.

DOI: 10.56238/sevenVIIImulti2026-051

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Publicado

2025-12-22