SIGNO, CULTURA E IDENTIDADE: DIÁLOGOS ENTRE SAUSSURE, BARTHES, HALL E A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS EM LIBRAS
Palavras-chave:
Libras, Signo, Estruturalismo, Identidade Surda, Contação de HistóriasResumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre as contribuições das teorias linguísticas de Ferdinand de Saussure, Roland Barthes e Stuart Hall, articuladas ao campo da Educação de Surdos, para compreender os processos de construção de sentido e identidade na contação de histórias em Libras, no contexto da alfabetização bilíngue. A partir do confronto entre estruturalismo e pós-estruturalismo, busca-se relacionar conceitos como signo, significante, significado, cultura e identidade linguística com a prática pedagógica voltada à comunidade surda. Para sustentar a discussão, recorremos a autores da área de Libras como Skliar (1998), Strobel (2009), Quadros e Karnopp (2004) e Abreu (2020). Os resultados apontam que a contação de histórias em Libras não é apenas recurso pedagógico, mas prática cultural que articula língua, subjetividade e identidade, reafirmando a centralidade da Libras na alfabetização de surdos.