Desafios diagnósticos na doença de Creutzfeldt-Jakob: Um estudo de caso

Autores

  • Elenara Barbosa Machado Neves
  • Grasiele Mattei Ise dos Santos
  • Vitória Mendonça Mendes
  • Lucas Mendes Tavares da Silveira
  • André Rausch Carellos Silva
  • Eduardo Dionathas Firmino
  • Juscelio Clemente de Abre
  • Monica Correa

Palavras-chave:

Doença de Creutzfeldt-Jakob, Neurologia, Manejo Clínico, Prion, Neurodegeneração, Diagnostico Diferencial, Eletroencefalograma, RT-QuIC, Declínio Cognitivo

Resumo

A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma enfermidade neurológica grave e rapidamente progressiva, com sobrevida média de 6 a 12 meses, causada pelo acúmulo anormal de proteína priônica no cérebro. Caracteriza-se por demência rápida, mioclonias, tremores, ataxia e alterações motoras. Devido à apresentação clínica inespecífica, o diagnóstico é desafiador e muitas vezes tardio, mas a associação de achados clínicos com exames complementares, como ressonância magnética, líquor e EEG, contribui para sua identificação precoce. Este relato descreve o caso de um paciente masculino, 73 anos, previamente hígido, residente em área rural de Minas Gerais, que apresentou quadro de confusão mental de início subagudo, associado a rigidez, fala desconexa, movimentos estereotipados e progressiva perda de autonomia. Inicialmente tratado com antipsicóticos e antidepressivos sem resposta, foi admitido em hospital terciário, onde exames laboratoriais descartaram infecções e alterações metabólicas. A ressonância magnética evidenciou hiperintensidades corticais nos lobos frontais, parietal e occipital direitos, além de acometimento do núcleo caudado, e a análise do líquor revelou positividade para a proteína 14-3-3, compatível com DCJ esporádica. Durante a evolução, o paciente apresentou deterioração neurológica grave, necessitando de cuidados prolongados, e hemorragia subdural laminar bilateral como complicação associada. Portanto, este caso ressalta a importância da avaliação abrangente em pacientes idosos com confusão mental, especialmente após tratamentos farmacológicos intensivos. A interação entre condições neurológicas prévias, uso de medicamentos e fatores metabólicos deve ser cuidadosamente considerada.

DOI: 10.56238/1stCongressSevenMultidisciplinaryStudies-387

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Publicado

2026-01-15