AVALIAÇÃO CLÍNICA DA REPOLARIZAÇÃO PRECOCE EM ATLETAS DE RUGBY

Autores

  • Maria João Conceição Fernandes
  • Tomé Cunha Alves
  • Margarida de Jesus Alfarroba
  • Constança Simões Ribeiro Marques
  • Gonçalo Freire Valentim
  • Joceila Indira Semedo Correia
  • Ana Isabel Barata
  • Luís Carvalho
  • Francisco José Barbas Rodrigues
  • Patricia Margarida dos Santos Carvalheiro Coelho

Palavras-chave:

Eletrocardiografia, Morte Súbita, Hipertrofia Ventricular Esquerda, Atletas

Resumo

O Rugby é uma modalidade caracterizada pela elevada exigência física entre os jogadores, promovendo, na maior parte dos casos, adaptações cardíacas benéficas para o desempenho dos mesmos ao longo da época desportiva. Apesar dos efeitos favoráveis do exercício, certas adaptações cardiovasculares resultantes da prática física exagerada, podem induzir alterações patológicas, com elevado risco de morte súbita cardíaca. Perante esta situação, é importante uma adequada interpretação dos resultados dos exames realizados, de modo serem realizados diagnósticos precoces e fiáveis. Uma das alterações eletrocardiográficas mais encontradas nos atletas é a repolarização precoce, resultante de adaptações cardíacas elétricas ao intenso esforço a que são submetidos na prática desportiva sendo, normalmente, considerada benigna. O objetivo pretendeu analisar o significado clínico e prognóstico da repolarização precoce em atletas de Rugby, tendo sido avaliados 23 jogadores desta modalidade, sendo a inversão da onda T, a presença de bloqueio incompleto de ramo direito e repolarização precoce, as alterações eletrocardiográficas mais evidentes. As variantes encontradas no presente estudo são compatíveis com adaptações fisiológicas, salientando a importância de uma avaliação e análise eletrocardiográfica contextualizada.

DOI: 10.56238/sevenVIIImulti2026-105

Downloads

Publicado

2026-01-22