RESPOSTAS FISIOLOGICAS DE PLANTAS DE CUMARÚ EM DIFERENTES NÍVEIS DE LUMINOSIDADE
Palavras-chave:
Espécies Amazônicas, Fisiologia Florestal, LuminosidadeResumo
O crescimento e o desenvolvimento das plantas estão diretamente ligados à luminosidade. A fotossíntese é um processo fisiológico sensível ao calor, e altas temperaturas tendem a reduzir a taxa fotossintética, ainda que as plantas apresentem consideráveis amplitudes entre suas temperaturas ótimas e seus limites toleráveis. Aproximadamente 90% da matéria seca acumulada pelas plantas se origina da fotossíntese. O cumarú, Dipteryx odorata (Aubl.) Willd., é uma espécie florestal amazônica que vem se destacando pela possibilidade de adicionar renda aos produtores rurais. Contudo, a eficiência produtiva de cultivo desta espécie depende das interações entre condições edafo-climáticas e os processos fisiológicos, que determinam o crescimento e a produtividade dos indivíduos. Objetivou-se avaliar o efeito de diferentes níveis de sombreamento nas respostas fotossintéticas de mudas de D. odorata em diferentes níveis de sombreamento. O delineamento experimental foi constituído em quatro tratamentos: 0% de sombreamento (pleno sol), e 30%, 50% e 70%, de sombreamentos. Avaliou-se parâmetros de trocas gasosas: respiração das folhas (Rfol), fotossíntese (A) às variações de radiação fotossinteticamente ativa (RFA), e concentração de CO2 na câmara subestomática (Ci), desenvolvendo-se curvas de respostas entre A e Ci. Emplantas de Cumarú, verificou-se que a fotossíntese foi afetada no tratamento mais exposto a luminosidade (pleno sol), por diminuição da capacidade de transporte de elétrons (Jmax), enquanto que 50% e 30% tiveram a fotossíntese mais limitada, em razão da menor velocidade de carboxilação (Vcmax) e transporte de elétrons (Jmax). Para o cultivo de plantas Dipteryx odorata, recomenda-se o sombreamento de 30%, uma vez que plantas submetidas a este nível de sombreamento, apresentaram melhor desempenho de crescimento e desenvolvimento.