RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DE CUMARÚ (DIPTERYX ODORATA) A DIFERENTES REGIMES HÍDRICOS

Autores

  • Edgard Siza Tribuzy
  • Eduardo Lopes Cunha
  • Aldeize Santos Tribuzy
  • Túlio Silva Lara
  • Daniela Pauletto

Palavras-chave:

Estresse Hídrico, Regimes Hídricos, Trocas Gasosas, Fotossíntese, Eficiência no Uso da Água

Resumo

O cumaru (Dipteryx odorata (Aublet) Willd.) apresenta relevância econômica e social, fornecendo madeira, frutos e insumos medicinais utilizados na farmácia popular regional. O desenvolvimento vegetal é condicionado por fatores ambientais e, entre os limitantes, a escassez de água reduz a produtividade, pois o estresse hídrico diminui a condutância estomática e a fotossíntese. Nesse contexto, objetivou-se avaliar as respostas fisiológicas de mudas de cumaru submetidas a diferentes regimes hídricos. O experimento foi conduzido durante 40 dias em casa de vegetação protegida de aporte hídrico externo, utilizando-se 20 mudas cultivadas em vasos de 20 L, com substrato composto por 1/3 argila, 1/3 areia e 1/3 matéria orgânica. Os tratamentos consistiram na aplicação de cinco níveis de irrigação: 1000, 500, 200, 50 e 0 mL de água. Avaliaram-se taxa fotossintética, condutância estomática, transpiração, déficit de pressão de vapor e eficiência instantânea no uso da água, por meio de analisador portátil de gás por infravermelho (IRGA) LI-COR LI-6400XT. Os dados foram submetidos à análise de variância e, quando significativos, ao teste de Tukey para comparação de médias, além de regressão linear simples, adotando-se 5% de significância. Verificou-se efeito dos regimes hídricos sobre as variáveis fisiológicas ao longo do período experimental, com sintomas de estresse hídrico evidenciados após 30 dias. O tratamento de 500 mL apresentou as maiores médias de fotossíntese, condutância estomática e transpiração, indicando melhor desempenho fisiológico. Em contrapartida, 50 e 0 mL reduziram as trocas gasosas e elevaram a eficiência no uso da água. Conclui-se que, sob ausência de água, ocorre maior resistência ao déficit hídrico, sugerindo mecanismos fisiológicos de adaptação à escassez.

DOI: 10.56238/sevenVIIImulti2026-112

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Publicado

2026-01-23