A FISIOTERAPIA ASSOCIADA À ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA COMO ESTRATÉGIA DE REABILITAÇÃO PÓS-ACIDENTE VASCULAR

Autores

  • Ana Heloisa Quirino Marques da Silva
  • Ana Lívia da Silva Mariano
  • Emanuelle Aline Xavier dos Santos
  • Vitor Jorge Noronha Levandoski
  • Samantha Santiago Silveira de Andrade
  • Gislene Guimarães Garcia Tomazini

Palavras-chave:

Acidente Vascular Encefálico, Estimulação Transcraniana, Neuroplasticidade, Funcionalidade, Fisioterapia, Reabilitação Neurológica

Resumo

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) representa a segunda principal causa de morte e a primeira de incapacidades no mundo, resultando em déficits motores, sensoriais, cognitivos e de linguagem que comprometem diretamente a autonomia e a funcionalidade dos indivíduos. A reabilitação fisioterapêutica tem papel fundamental na recuperação desses pacientes, promovendo reorganização neuromuscular, aprimoramento do controle motor e favorecimento da autonomia funcional. Nos últimos anos, a Estimulação Cerebral Não Invasiva (ECNI), especialmente a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) e a Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (rTMS), emergiu como recurso adjuvante capaz de modular a excitabilidade cortical, estimular a neuroplasticidade e potencializar os efeitos do treinamento fisioterapêutico. Esta revisão analisou estudos entre 2019 e 2025, evidenciando que a associação entre fisioterapia e estimulação transcraniana resulta em ganhos significativos em força muscular, equilíbrio, coordenação, motricidade fina e desempenho funcional, com protocolos comumente aplicados de 20 minutos, 2 mA, durante 3 a 5 sessões semanais. Ensaios clínicos apontam efeitos superiores quando a estimulação é aplicada precocemente após o AVE, favorecendo a reorganização inter-hemisférica e a recuperação de vias motoras. Apesar de desafios como heterogeneidade metodológica e variabilidade nos parâmetros de estimulação, os achados reforçam que a combinação entre fisioterapia e ECNI é segura, eficaz e constitui estratégia promissora para otimizar a reabilitação neurológica. Estudos futuros devem incluir amostras maiores e acompanhamento longitudinal para padronização de protocolos e consolidação das diretrizes clínicas.

DOI: 10.56238/sevenVIIImulti2026-115

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Publicado

2026-01-26