Danças urbanas como intervenção no combate à obesidade e hipertensão em populações jovens
Palavras-chave:
Danças Urbanas, Obesidade Juvenil, Hipertensão Arterial, Promoção da Saúde, JuventudeResumo
A obesidade e a hipertensão arterial em populações jovens configuram-se como problemas relevantes de saúde pública, associados ao sedentarismo e a mudanças nos estilos de vida contemporâneos. Nesse cenário, torna-se necessário investigar estratégias interventivas que dialoguem com os interesses juvenis e promovam adesão à prática regular de atividade física. O presente estudo teve como objetivo analisar as contribuições das danças urbanas como intervenção no combate à obesidade e à hipertensão em populações jovens, a partir de uma revisão bibliográfica de produções científicas brasileiras. A metodologia adotada consistiu em revisão de literatura, permitindo a sistematização de evidências relacionadas aos efeitos fisiológicos, psicossociais e socioculturais das danças urbanas. Os resultados indicam que essas práticas corporais apresentam características aeróbicas relevantes, favorecendo o aumento do gasto energético, a melhora do condicionamento cardiorrespiratório e a ampliação do tempo dedicado à atividade física semanal. Observou-se, ainda, impacto positivo sobre aspectos psicossociais, como autoestima, percepção corporal e bem-estar emocional, fatores que influenciam a adesão a estilos de vida ativos. A discussão evidencia que a inserção das danças urbanas em contextos escolares e comunitários amplia o acesso à atividade física e fortalece estratégias de promoção da saúde voltadas à juventude. Conclui-se que as danças urbanas constituem alternativa consistente e culturalmente significativa para ações de prevenção da obesidade e da hipertensão em populações jovens.