CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS E NUTRICIONAIS DE DIFERENTES VARIEDADES DE MANDIOCA CULTIVADAS NA PROVÍNCIA DE NAMPULA
Palavras-chave:
Mandioca, Propriedades Físico-Químicas, Carotenoides, Qualidade Nutricional, Segurança AlimentarResumo
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) constitui um dos principais alimentos básicos em Moçambique; contudo, a variabilidade entre variedades pode afectar a qualidade nutricional, a segurança alimentar e o potencial de processamento, configurando um desafio ao seu aproveitamento adequado. Objetivou-se avaliar as características físico-químicas e nutricionais de cinco variedades de mandioca cultivadas na província de Nampula (Badje, Mokhalana, Napirithe, Nziva e Técnico). Para tanto, procedeu-se à colecta de raízes maduras e à realização de análises laboratoriais de humidade, cinzas, pH, acidez titulável, cianeto, β-caroteno, licopeno e sólidos totais, com tratamento estatístico por ANOVA. Desse modo, observou-se que a humidade variou de 51,91 ± 1,54% (Badje) a 58,35 ± 0,96% (Napirithe), enquanto o teor de cinzas oscilou entre 1,06 ± 0,08% (Mokhalana) e 5,08 ± 0,53% (Napirithe). O pH apresentou valores de 6,64 ± 0,01 (Napirithe) a 7,79 ± 0,15 (Mokhalana), e a acidez titulável variou de 3,94 ± 0,07% (Napirithe) a 7,97 ± 0,08% (Técnico). Os teores de β-caroteno destacaram Nziva (11,52 ± 0,15 µg/g) e Técnico (20,81 ± 0,27 µg/g). O licopeno variou entre 6,99 ± 0,09 µg/g (Mokhalana) e 11,18 ± 0,45 µg/g (Técnico). Quanto ao cianeto, os valores oscilaram de 3,70 ± 0,48 mg/g (Nziva) a 5,09 ± 0,02 mg/g (Técnico), permanecendo abaixo dos limites críticos recomendados. Conclui-se que as variedades apresentam perfis físico-químicos e nutricionais distintos, sendo a selecção varietal uma estratégia relevante para optimizar o uso alimentar, industrial e nutricional da mandioca em Nampula.