ABORDAGEM TERAPÊUTICA E PROTOCOLOS DE MANEJO CLÍNICO NO TRATAMENTO DA ERLIQUIOSE CANINA
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-043Palavras-chave:
Erliquiose Canina, Doxiciclina, Pancitopenia, N-acetilcisteína, Manejo ClínicoResumo
A erliquiose monocítica canina (EMC), causada pela bactéria Ehrlichia canis e transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus, é uma importante zoonose de distribuição global que pode progredir de quadros agudos para estados crônicos severos caracterizados por pancitopenia progressiva e supressão medular. O manejo terapêutico da EMC exige uma abordagem integrada, focada tanto na erradicação do agente etiológico quanto no suporte para os danos sistêmicos, como a injúria renal e as vasculites do sistema nervoso central. O presente estudo é uma revisão bibliográfica narrativa com o objetivo de sintetizar as evidências científicas recentes sobre os protocolos de tratamento da EMC. A literatura reafirma a doxiciclina como o protocolo padrão e fármaco de escolha, demonstrando alta eficácia na resolução de sinais clínicos complexos, inclusive lesões neurológicas multifocais. Além da antibioticoterapia, o manejo clínico inclui o uso promissor de terapias adjuvantes, como a N-acetilcisteína (NAC), que atua como agente antioxidante para potencializar a atividade da medula óssea e auxiliar na recuperação da pancitopenia. O monitoramento rigoroso de órgãos-alvo, utilizando biomarcadores como SDMA e UP/C, é crucial para a detecção precoce de alterações e prevenção da progressão para a doença renal crônica. Conclui-se que o sucesso no tratamento da erliquiose canina depende de uma abordagem integrada, baseada na associação entre doxiciclina, monitoramento clínico preventivo e intervenções de suporte direcionadas.
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