TÉCNICAS CIRÚRGICAS E MANEJO PÓS-OPERATÓRIO NO TRATAMENTO DO DESLOCAMENTO DE ABOMASO EM VACAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-045Palavras-chave:
Deslocamento de Abomaso, Técnicas Cirúrgicas, Abomasopexia, Omentopexia, Manejo Pós-Operatório, Vacas Leiteiras, BiomarcadoresResumo
O deslocamento de abomaso (DA) em vacas leiteiras é uma afecção comum na clínica de ruminantes, ocorrendo por etiologias multifatoriais como hipomotilidade, timpanismo, acidose, dietas ricas em concentrado e pobres em fibra efetiva, mudanças bruscas na alimentação e principalmente afecções associada ao período pós-parto. Deste modo, deslocamento de abomaso ocasiona impactos econômicos e prejuízos na produção. O deslocamento é caracterizado pela migração do abomaso de sua posição anatômica normal, para o lado esquerdo (DAE), mais comum, ou direito (DAD), podendo evoluir para vólvulo, uma emergência cirúrgica. O tratamento da afecção consiste na reposição anatômica do órgão e a fixação permanente feito pelas técnicas de abomasopexia ou omentopexia, para que evite recidivas. O método de escolha da técnica deve ser feita dependendo da gravidade do quadro clínico e das condições do animal.. O manejo pós-operatório é fundamental para o sucesso tanto quanto a técnica cirúrgica. Neste período é necessário realizar monitoramento clínico e, bioquímico, com destaque em biomarcadores de lesão intestinal, como I-FABP e TFF3, restabelecer o equilíbrio metabólico, fornecer dieta adequada, rica em fibra e com boa adaptação, ajudando na recuperação da motilidade ruminal, hidratação adequada para correção de eletrólitos e, quando necessário, uso de antibióticos e anti-inflamatórios.
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