EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DO ESTUDANTE
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv4n6-016Palavras-chave:
Educação em Tempo Integral, Formação Integral, Política Educacional, Currículo, Inclusão EscolarResumo
Este artigo tem como objetivo analisar as possibilidades e os desafios da educação em tempo integral enquanto política educacional comprometida com a formação integral do estudante. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, fundamentada em estudos atuais que discutem o papel da escola na promoção de aprendizagens significativas, equidade e desenvolvimento humano. A discussão evidencia que a ampliação da jornada escolar não deve se restringir ao acréscimo temporal, mas assumir uma perspectiva pedagógica que integre saberes, valores, emoções, cultura e convivência. Nesse sentido, a escola de tempo integral se fortalece como espaço de construção de vínculos, proteção social e ampliação de oportunidades formativas, contribuindo para o protagonismo estudantil e para a melhoria da qualidade educacional. A partir da análise das produções acadêmicas, observou-se que o currículo assume papel central para que a proposta seja efetiva, exigindo práticas interdisciplinares, metodologias participativas e integração com os territórios educativos. Evidencia-se, ainda, que a formação docente, a infraestrutura adequada e a gestão escolar colaborativa constituem desafios que precisam ser enfrentados para garantir a continuidade e o aperfeiçoamento da política. Os resultados reforçam que a educação em tempo integral pode contribuir significativamente para reduzir desigualdades, fortalecer a cidadania e promover o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes, sobretudo em contextos vulneráveis. Conclui-se que o avanço dessa proposta depende de investimentos, acompanhamento permanente e participação coletiva, de modo a assegurar que a ampliação do tempo escolar se traduza em ampliação de direitos, aprendizagens e perspectivas de vida para todos os estudantes. Assim, este estudo contribui para o debate educacional ao evidenciar a relevância da educação integral como caminho para construir uma escola mais humana, democrática e transformadora.
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