CÂNCER DE VULVA: ESTRATÉGIAS DE MANEJO CLÍNICO E ONCOLÓGICO

Autores

  • Ryan Rafael Barros de Macedo
  • Marcelo Santana de Oliveira
  • Márcio Diniz Miranda
  • Míriam dos Santos Magalhães
  • Maria Clara Augusto Silva
  • Everton Dondoni Altoe
  • Maria Isabele dos Santos Silva

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevmjv4n6-017

Palavras-chave:

Câncer de Vulva, Carcinoma de Células Escamosas, Papilomavírus Humano, Manejo Terapêutico, Neoplasias Ginecológicas

Resumo

O câncer de vulva é uma neoplasia ginecológica de baixa incidência, porém com impacto clínico relevante devido ao diagnóstico frequentemente tardio e à morbidade associada ao tratamento. Nas últimas décadas, observa-se mudança em seu perfil epidemiológico, com aumento de casos em mulheres mais jovens, especialmente relacionado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV) (OLAWAIYE; CUELLO; ROGERS, 2021; NOGUEIRA-RODRIGUES et al., 2025). O carcinoma de células escamosas é o subtipo histológico predominante e desenvolve-se por duas vias etiopatogênicas: uma HPV-dependente, associada à neoplasia intraepitelial vulvar de alto grau e melhor prognóstico, e outra HPV-independente, relacionada ao líquen escleroso e à neoplasia intraepitelial vulvar diferenciada, de maior agressividade (SANCHEZ; RAFFI; KRAUS, 2022). O estadiamento e o status linfonodal inguinofemoral são determinantes prognósticos centrais, reforçando a importância do diagnóstico precoce (PLANCHAMP et al., 2023). O tratamento evoluiu para abordagens mais conservadoras e individualizadas, visando reduzir morbidade sem comprometer o controle oncológico (OLAWAIYE; CUELLO; ROGERS, 2021; JHINGRAN, 2022).

Referências

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

CÂNCER DE VULVA: ESTRATÉGIAS DE MANEJO CLÍNICO E ONCOLÓGICO. (2025). International Seven Journal of Multidisciplinary, 4(6), e8845. https://doi.org/10.56238/isevmjv4n6-017