CÂNCER DE VULVA: ESTRATÉGIAS DE MANEJO CLÍNICO E ONCOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv4n6-017Palavras-chave:
Câncer de Vulva, Carcinoma de Células Escamosas, Papilomavírus Humano, Manejo Terapêutico, Neoplasias GinecológicasResumo
O câncer de vulva é uma neoplasia ginecológica de baixa incidência, porém com impacto clínico relevante devido ao diagnóstico frequentemente tardio e à morbidade associada ao tratamento. Nas últimas décadas, observa-se mudança em seu perfil epidemiológico, com aumento de casos em mulheres mais jovens, especialmente relacionado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV) (OLAWAIYE; CUELLO; ROGERS, 2021; NOGUEIRA-RODRIGUES et al., 2025). O carcinoma de células escamosas é o subtipo histológico predominante e desenvolve-se por duas vias etiopatogênicas: uma HPV-dependente, associada à neoplasia intraepitelial vulvar de alto grau e melhor prognóstico, e outra HPV-independente, relacionada ao líquen escleroso e à neoplasia intraepitelial vulvar diferenciada, de maior agressividade (SANCHEZ; RAFFI; KRAUS, 2022). O estadiamento e o status linfonodal inguinofemoral são determinantes prognósticos centrais, reforçando a importância do diagnóstico precoce (PLANCHAMP et al., 2023). O tratamento evoluiu para abordagens mais conservadoras e individualizadas, visando reduzir morbidade sem comprometer o controle oncológico (OLAWAIYE; CUELLO; ROGERS, 2021; JHINGRAN, 2022).
Referências
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