ABORDAGEM TERAPÊUTICA DO AMELOBLASTOMA: PROTOCOLOS DE REABILITAÇÃO E CONTROLE DE RECIDIVA

Autores

  • Wendell Alencar dos Santos
  • Maria Laura dos Santos Silva
  • Ana Carla Pimentel de Amorim
  • Roberta Monteiro de Moraes
  • Vicente Felizardo Souza Neto
  • Murilo de Lorenzo
  • Layse Doraci Carneiro da Silva
  • Rafael Rodrigues de Siqueira
  • Josafá Bernardo Lima Filho
  • Giordanna Zanardi Passos
  • Gustavo Henrique Amador Meloquero
  • Yasmim Gonçalves Soares

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevmjv5n1-009

Palavras-chave:

Ameloblastoma, Neoplasias Mandibulares, Recidiva Local, Cirurgia Bucomaxilofacial, Reabilitação Bucal

Resumo

No cenário da estomatologia e cirurgia de cabeça e pescoço, o ameloblastoma assume papel de destaque, embora definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como benigno, comporta-se de maneira biologicamente agressiva, com padrão de crescimento infiltrativo e alta recidiva, o que demanda uma compreensão aprofundada de seus aspectos patogênicos e clínicos para um prognóstico favorável. O ameloblastoma configura-se como uma neoplasia odontogênica de linhagem epitelial que, embora histologicamente benigna, como afirma a OMS, exibe um fenótipo biológico caracterizado por infiltração medular agressiva, expansão progressiva e elevados índices de recidiva. A complexidade do manejo clínico reside na dicotomia entre a erradicação completa das margens tumorais e a manutenção da integridade funcional e estética do sistema estomatognático. A análise das modalidades terapêuticas contemporâneas evidencia que a transição entre intervenções conservadoras e ressecções radicais deve ser fundamentada em um rigoroso mapeamento do subtipo histopatológico e da extensão cortical da lesão. Paralelamente, a integração de biomarcadores moleculares e técnicas de reconstrução protética imediata redefine o prognóstico, permitindo uma abordagem que transcende o controle oncológico estrito. A resolução do quadro clínico e a mitigação da recorrência tumoral dependem da individualização da conduta, com especial atenção à idade do paciente e à biologia tumoral específica. É imperativo que o desfecho terapêutico seja sustentado por protocolos de vigilância longitudinal e reabilitação multidisciplinar, assegurando a restituição morfofuncional e a preservação da qualidade de vida a longo prazo.

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Publicado

2026-01-22

Como Citar

ABORDAGEM TERAPÊUTICA DO AMELOBLASTOMA: PROTOCOLOS DE REABILITAÇÃO E CONTROLE DE RECIDIVA. (2026). International Seven Journal of Multidisciplinary, 5(1), e9110. https://doi.org/10.56238/isevmjv5n1-009