MANEJO TERAPÊUTICO DA FEBRE REUMÁTICA AGUDA
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-017Palavras-chave:
Febre Reumática Aguda, Cardiopatia Reumática, Streptococcus pyogenes, Profilaxia Antibiótica, Manejo TerapêuticoResumo
A febre reumática aguda (FRA) constitui uma doença inflamatória multissistêmica decorrente de resposta autoimune desencadeada por infecção pelo Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A), podendo evoluir para cardiopatia reumática crônica, uma das principais causas de doença cardíaca adquirida em crianças e adultos jovens em países de baixa e média renda. A enfermidade permanece como importante problema de saúde pública global, especialmente em populações socialmente vulneráveis, nas quais fatores como acesso limitado a serviços de saúde, condições socioeconômicas desfavoráveis e dificuldades no diagnóstico precoce contribuem para a manutenção de elevadas taxas de morbidade e mortalidade. Nesse contexto, o manejo terapêutico adequado da FRA torna-se fundamental para o controle da inflamação sistêmica, a erradicação do agente infeccioso e a redução de recorrências associadas à progressão do comprometimento valvar cardíaco. O presente estudo consiste em uma revisão bibliográfica narrativa, de caráter descritivo e qualitativo, realizada na base de dados PubMed, utilizando o descritor “Rheumatic Fever”, conforme a terminologia do Medical Subject Headings (MeSH). Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, diretamente relacionados ao manejo terapêutico da doença. A análise da literatura evidencia que o tratamento da FRA baseia-se na erradicação do estreptococo por meio de antibioticoterapia adequada, no controle das manifestações inflamatórias e na profilaxia secundária prolongada com penicilina benzatina.
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