MANEJO TERAPÊUTICO DA SÍNDROME DE TOURETTE
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-018Palavras-chave:
Síndrome de Tourette, Tratamento, DiagnósticoResumo
A Síndrome de Tourette (ST) é um distúrbio neurodesenvolvimental crônico, com maior prevalência no sexo masculino e com diagnóstico no início da infância, com presença de tiques de duração por mais de 1 ano, geralmente associado a outros Transtornos mentais. Caracteriza-se pela presença de tiques motores e vocais involuntários (simples e complexos) que podem causar diminuição da qualidade de vida. Apesar de não haver a cura definitiva, o tratamento baseia-se em terapia comportamental e intervenções farmacológicas, como o uso de aripiprazol, haloperidol entre outros fármacos, ainda com limitado consenso na melhor abordagem terapêutica, pelos diversos efeitos colaterais, mas que podem melhorar os sintomas e, consequentemente, seu padrão de vida. Esta revisão tem o objetivo de analisar as diretrizes contemporâneas para o diagnóstico e as estratégias de intervenção. A metodologia utilizada é uma revisão bibliográfica narrativa, realizada no ano de 2026, na base de dados PubMed, com os descritores “Tourette Syndrome”, “Treatment” e “Diagnosis”, foram incluídos artigos publicados nos últimos 5 anos, que estavam disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês e excluídos os que não abordavam a temática, duplicados ou com baixo rigor metodológico. As análises dos artigos nos mostram que o diagnóstico do ST é clínico, e necessita ser diferenciado de tiques de outros distúrbios. É necessário a utilização de instrumentos validados, sendo a Escala Global de Gravidade de Tiques de Yale (YGTSS) a mais utilizada entre todas, para avaliar a gravidade dos tiques sofridos, como também a Escala de Impulsos Premonitórios para Tics (PUTS). Como abordagem terapêutica inicial, temos como primeira opção as terapias comportamentais, seguida de uso de fármacos e se tratando de ST graves e refratária a múltiplas linhas de tratamento, citamos a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) como uma opção terapêutica. Diante da análise dos artigos, conclui-se que o diagnóstico do ST é difícil e excludente, requerendo abordagem multidisciplinar, com diagnóstico essencialmente clínico, junto com utilização de instrumentos padronizados. Apesar de ser uma síndrome sem cura, existem estratégias terapêuticas combinadas, que podem melhorar a qualidade de vida de portadores da ST.
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