MANEJO DA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA CANINA

Autores

  • Anna Nogueira Cortada
  • Mariana dos Santos Rodrigues
  • Ana Beatriz Matsunaga
  • Ingrid Isabelly Araujo Rodrigues
  • Igor Ferreira Both
  • Aline Hochstetler de Mesquita

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-025

Palavras-chave:

Ecocardiografia, Troponina Cardíaca I, Genética, Manejo Clínico

Resumo

A cardiomiopatia hipertrófica canina é uma afecção cardíaca primária rara, associada à insuficiência cardíaca congestiva, arritmias e morte súbita. Este estudo teve como objetivo revisar o manejo clínico dessa enfermidade em cães, com ênfase nos métodos diagnósticos, nos fatores prognósticos e nas perspectivas terapêuticas. Trata-se de revisão bibliográfica narrativa da literatura recente sobre o tema. A análise dos estudos demonstrou que o manejo da cardiomiopatia hipertrófica canina depende de diagnóstico ecocardiográfico preciso, complementado por biomarcadores como a troponina cardíaca I, úteis na estratificação clínica. Além disso, avanços genéticos, como a identificação de variantes associadas à doença em determinadas raças, contribuem para o rastreio e para a avaliação prognóstica. A presença de arritmias e o envolvimento de vias moleculares relacionadas ao remodelamento miocárdico também influenciam a condução clínica e apontam novas possibilidades terapêuticas. O manejo da cardiomiopatia hipertrófica canina deve ser individualizado, baseado em diagnóstico criterioso, estratificação de risco e monitoramento contínuo, sendo necessários novos estudos para a consolidação de protocolos diagnósticos e terapêuticos mais eficazes.

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Publicado

2026-04-06

Edição

Seção

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Como Citar

MANEJO DA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA CANINA. (2026). International Seven Journal of Multidisciplinary, 5(2), e9854. https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-025